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ECONOMIA

Bolsas de NY apresentam perdas expressivas nesta sexta-feira

21 Dez 2018 - 19h14Por Victor Rezende

Vendas expressivas de ações encerraram um pregão marcado por oscilações bruscas nos mercados acionários americanos, onde os principais indicadores apresentaram perdas bastante expressivas nesta sexta-feira, 21, que já vinham sendo registradas ao longo da semana. No radar, estiveram os mesmos motivos que afetaram os ativos nos últimos dias, como novas elevações nos juros americanos, o risco de uma paralisação da máquina pública federal nos Estados Unidos e preocupações com a saúde da economia global.

Esses receios ganharam força após a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que continuou a indicar elevações nos juros em 2019, embora em um ritmo menor, com a autoridade monetária passando a acreditar em apenas dois aumentos no próximo ano. Contudo, enquanto o cenário do Fed contempla um crescimento forte nos EUA, outros agentes passaram a adotar um tom mais pessimista.

O diretor de investimentos do maior hedge fund do mundo, a Bridgewater Associates, Greg Jensen, é um deles. Em entrevista à agência Reuters, afirmou que espera um crescimento próximo a 1% nos EUA em 2019, com o restante do mundo se saindo um pouco pior. "Teremos um crescimento econômico significativamente mais fraco, perto da recessão no próximo ano, com base em nossas medidas. E os mercados não estão precificando isso", afirmou.

O mau humor visto em Jensen não se reflete no Fed. Com o mercado aberto, dois dirigentes do banco central tentaram acalmar os investidores, mas tudo se mostrou em vão. O presidente da distrital de Nova York do Fed, John Williams, afirmou que o banco central está "ouvindo muito atentamente" os mercados, mas reforçou que a expansão da economia americana se dá a um ritmo forte. Além dele, veio a público a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, que disse que a política do Fed não está em um rumo predefinido. "Não há um destino para o qual estejamos seguindo", disse.

Mesmo assim, os investidores se mantiveram no caminho das vendas. O índice Dow Jones apresentou seu pior desempenho semanal em dez anos, depois de cair 1,81% nesta sexta e 5,69% na semana, e terminar o dia cotado a 22.445,37 pontos. O S&P 500, por sua vez, mostrou baixa de 2,06%, com perda semanal de 5,84%, ao encerrar o pregão com 2.416,62 pontos.

No entanto, o índice mais penalizado pelo sell-off foi o Nasdaq, que chegou a cair 3,4% na mínima do dia e terminou o pregão em baixa de 2,99%, aos 6.332,99 pontos. As perdas foram lideradas pela Amazon (-5,71%), que passou a quarta maior empresa americana em valor de mercado. As techs tendem a ser mais afetadas por assuntos ligados a imigração, e as notícias relacionadas à possibilidade de uma nova paralisação do governo Donald Trump têm afetado as ações das empresas de tecnologia. Nesta sexta-feira, os democratas reiteraram que não irão apoiar um projeto que contenha financiamento à construção de um muro na fronteira com o México, enquanto Trump não abre mão da barreira.

Nesse cenário, o índice de volatilidade VIX, considerado o "medidor de medo" de Wall Street, se mostrou no maior nível desde fevereiro, ao subir 6,10%, para 30,11 pontos.

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