ECONOMIA
Bolsas da Europa fecham em queda com temor sobre relações comerciais EUA-China
As bolsas da Europa fecharam em queda nesta quinta-feira, 9, com a piora no diálogo entre os Estados Unidos e a China. Na quarta-feira, em um comício na cidade de Panama City Beach, na Florida, o presidente americano, Donald Trump, disse que o país asiático havia "quebrado o acordo" que estava sendo elaborado, o que o motivou a anunciar o aumento nas tarifas contra produtos chineses. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em forte baixa, de 1,80%, em 375,58 pontos.
Após as declarações de Trump, quarta-feira, na Florida, na manhã desta quinta o presidente dos EUA afirmou ter uma "excelente" alternativa ao acordo comercial com a China, cujas negociações serão retomadas nesta quinta, às 18h (de Brasília), em Washington. Não ficou claro, contudo, se a referência do presidente era a uma contraproposta americana nas tratativas ou à imposição de tarifas maiores a bens chineses a partir de sexta-feira. Mais cedo, o Ministério do Comércio da China divulgou comunicado no qual afirma que lamenta se os Estados Unidos levarem adiante novas tarifas, mas promete retaliar caso isso se confirme. Pequim não deu detalhes sobre sua possível ação no caso, mas disse que tem mantido suas promessas nas negociações.
Dado esse contexto, o principal setor atingido pelo agravamento das tensões foi o automotivo, cujo subíndice do Stoxx 600 caiu 2,86% no fim do pregão, com os investidores mantendo em mente a possibilidade de os EUA se pronunciarem sobre a questão das importações de carros europeus. Os operadores temem que Trump invoque questões de "segurança nacional" para reduzir as compras de carros estrangeiros, penalizando as montadoras europeias. Na Alemanha, a BMW perdeu 2,91% e a Volkswagen recuou 1,99%, enquanto na França a Valeo caiu 4,51% e a Renault perdeu 3,12%. O índice CAC 40, da bolsa de Paris, recuou 1,93%, em 5.313,16 pontos, a pior performance do continente, enquanto o DAX, da bolsa de Frankfurt, caiu 1,69%, para 11.973,92 pontos.
Na Itália, o setor bancário também reagiu mal aos novos desdobramentos. Mesmo após a divulgação de que o banco UniCredit ampliou seu lucro em 25% no primeiro trimestre deste ano, a instituição financeira viu seus papéis caírem 2,69% no fim do pregão de hoje, mesmo tendo se valorizado imediatamente após a divulgação do balanço. O BPM liderou as perdas do dia em solo italiano, recuando 8,16% após anunciar que sua receita caiu 8,9% no primeiro trimestre. Na bolsa de Milão, o índice FTSE Mib recuou 1,82%, em 20.817,16 pontos.
As petrolíferas também foram prejudicadas à medida que as questões comerciais sino-americanas pressionaram os preços do petróleo. A londrina BP perdeu 2,38%, enquanto a Antofagasta recuou 2,17%. Na bolsa de Londres, o índice FTSE 100 perdeu 0,87%, em 7.207,41 pontos.
Em Lisboa, o índice PSI 20 recuou 1,78%, em 5.107,86 pontos, enquanto em Madri, o índice IBEX 35 perdeu 1,43%, em 9.095,20 pontos.
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