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ECONOMIA

Bolsas da Europa fecham em alta, com eleições na Espanha e comércio EUA-China

29 Abr 2019 - 14h42Por Victor Rezende

Os mercados acionários europeus encerraram o pregão desta segunda-feira, 29, em alta, apoiados pela recuperação da indústria chinesa, e com os resultados da eleição geral da Espanha e as negociações comerciais sino-americanas no foco. Nesse contexto, o índice pan-europeu Stoxx 600 chegou ao fim do dia com 391,40 pontos, um avanço de 0,10% no dia.

Os agentes do mercado monitoraram no pregão de hoje a eleição espanhola. O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, levou a melhor no pleito, que foi antecipado, e também obteve a maioria dos assentos no Parlamento.

Mesmo assim, a sigla ficou aquém da maioria necessária para formar um governo único e Sánchez terá de buscar apoio de outros partidos para conseguir governar. "Continuamos a pensar que a instabilidade política terá apenas um efeito modesto no desempenho da economia espanhola", disseram analistas da Oxford Economics em nota a clientes. A legenda de ultradireita Vox, por sua vez, conseguiu garantir 24 assentos no Parlamento ao prometer uma oposição forte.

O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, fechou em alta de 0,12%, na máxima do dia, com 9.517,20 pontos. Entre as instituições financeiras espanholas, a ação do BBVA subiu 0,71%, a do Santander avançou 0,48%, a do Caixabank apresentou ganho de 2,82% e a do Banco de Sabadell mostrou valorização de 2,61%.

No cenário macroeconômico, quem chamou atenção foi a China. No último sábado, o governo informou que o lucro das grandes empresas industriais do país cresceu 13,9% na comparação anual de março devido ao avanço mais rápido tanto da produção quanto das vendas.

O avanço foi significativo em relação aos números de janeiro e de fevereiro, que apresentaram contração nos lucros. A recuperação da indústria chinesa se dá em meio a negociações comerciais com os Estados Unidos. Nesta semana, o representante comercial americano, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, se reunirão com autoridades chinesas em Pequim.

Com esperança de um acordo entre as duas partes, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, encerrou o dia em alta de 0,10%, com 12.328,02 pontos. Já em Paris, o CAC 40 subiu 0,21%, para 5.580,98 pontos. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,17%, para 7.440,66 pontos, enquanto o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, destoou dos demais ao cair 0,49%, para 5.393,52 pontos.

Na Bolsa de Milão, quem chamou as atenções foram os bancos. Por lá, o índice FTSE MIB fechou em alta de 0,23%, com 21.788,54 pontos, após a agência de classificação de risco S&P Global Ratings reafirmar a nota de crédito da Itália em BBB, embora tenha mantido a perspectiva negativa. No comunicado, a agência se mostrou pessimista quanto aos rumos da dívida pública do país e ressaltou a perspectiva de recessão econômica na Itália. Entre os bancos italianos, o UniCredit subiu 2,40% e o Intesa Sanpaolo mostrou avanço de 2,06%.

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