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ECONOMIA

Ata: projeção do IPCA 2018 (cenário de mercado) está em 4,4%, como no comunicado

06 Nov 2018 - 07h37Por Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada na manhã desta terça-feira, 6, indicou que a projeção para o IPCA de 2018 no cenário de mercado está em 4,4%. Já a projeção para 2019 é de 4,2% e, para 2020, de 3,7%.

Estes são os mesmos valores citados no comunicado que acompanhou a decisão do colegiado na semana passada, quando a Selic (a taxa básica de juros) foi mantida em 6,50% ao ano pela quinta vez consecutiva. O cenário de mercado utiliza como referência as projeções do Relatório de Mercado Focus para a Selic e o câmbio.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado em 27 de setembro, as projeções do cenário de mercado estavam em 4,1% para 2018, 4,0% para 2019 e 3,6% para 2020.

Cenário de referência

Na agora divulgada, o BC indicou ainda que a projeção para o IPCA de 2018 no cenário de referência está em 4,4%. A projeção para 2019 é de 4,2% e, para 2020, de 4,1%. Estes também são os mesmos valores citados no comunicado que acompanhou a decisão do colegiado na semana passada.

O BC formulou seu cenário de referência tendo como base a Selic constante em 6,50% ao ano e uma taxa de câmbio de R$ 3,70. Este valor para o câmbio teve como base a cotação média para a moeda americana observada nos cinco dias úteis encerrados na sexta-feira anterior à reunião do Copom (dia 16 de outubro).

No RTI de setembro, as projeções do cenário de referência estavam em 4,4% para 2018, 4,5% para 2019 e 4,2% para 2020.

Desde fevereiro do ano passado, o BC vinha dando maior ênfase ao cenário de mercado, em detrimento do cenário de referência. Na época, a instituição alegou que, como a Selic estava em processo de baixa, o cenário com taxa constante perdia relevância. Porém, a partir de maio deste ano, com a Selic estável, o cenário de referência voltou a ganhar destaque nas comunicações do BC.

O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%). No caso de 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (taxa de 2,75% a 5,75%). Já a meta para 2020 é de 4,0%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%).

No Relatório de Mercado Focus publicado nesta segunda-feira, 5, as instituições financeiras projetaram inflação de 4,40% em 2018, 4,22% em 2019 e 4,00% em 2020.

Preços administrados

O Banco Central revisou suas projeções para a alta dos preços administrados em 2018 e 2019, conforme a ata do último encontro do Copom. Para este ano, o índice calculado passou de 7,7% para 7,4% no cenário de mercado. No caso do próximo ano, o porcentual foi de 5,4% para 5,6%. Já a projeção para 2020 foi de 3,8% para 3,9%. As estimativas anteriores constavam no RTI divulgado no fim de setembro.

No cenário de referência, a projeção para a alta dos preços administrados em 2018 passou de 8,3% para 7,3%. No caso de 2019, foi de 5,7% para 5,4% e, para 2020, de 4,3% para 4,1%.

Nesta segunda-feira, o Focus indicou que a estimativa para 2018 no mercado financeiro é de elevação de 7,55% dos administrados. Para 2019, a expectativa está em 4,80% e, para 2020, em 4,20%.

As projeções para os preços administrados ajudaram a formar a base para que o colegiado mantivesse na semana passada a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano.

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