Vasectomia ainda é tabu entre os homens

A coluna de hoje aborda o receio masculino com relação ao procedimento cirúrgico

29 Mai 2020 - 09h35Por Lucas Galdino

Por trás de todos os mitos relacionados à cirurgia de vasectomia, existe um procedimento rápido e seguro, que garante a impossibilidade de ter filhos, sem interferir na masculinidade. Perda de libido, baixo desempenho sexual e problemas ao urinar ainda são alguns dos temas polêmicos que aparecem quando o assunto vem à tona.

Apesar da era digital ter facilitado o acesso à informação, os profissionais especializados ainda precisam lidar com a desinformação, que é a origem do medo da maioria dos homens. Vale ressaltar que o procedimento não causa impotência e, muito menos, diminui a libido ou a produção de hormônios masculinos. Os nervos e vasos sanguíneos envolvidos na ereção não são afetados pela cirurgia, que apenas interrompe a passagem dos espermatozoides dos testículos para o pênis. O esperma produzido pela próstata e pelas vesículas seminais continua sendo ejaculado, só que sem as células reprodutivas masculinas. 

A vasectomia é a melhor alternativa para os casais que não desejam ter mais filhos, por isso, é importante se informar e tirar as dúvidas com o médico durante a consulta. A operação é recomendada para homens acima de 25 anos de idade ou com, pelo menos, dois filhos vivos. A laqueadura também impede a concepção, porém, é delicada e requer recuperação mais longa para a mulher. O paciente precisa estar certo quanto à vontade de não gerar mais crianças. A vasectomia costuma ser indicada em situações nas quais uma gestação pode provocar riscos à mãe ou ao bebê. 

Após optar pela realização do procedimento, de acordo com as orientações médicas, o paciente realiza alguns exames necessários e, na sequência, agenda a cirurgia. A intervenção cirúrgica é simples e requer apenas anestesia local. O homem vasectomizado recebe alta em seguida e pode retomar as atividades normais em dois ou três dias, dependendo da profissão.