DSTs continuam em alta

Números revelam que grande parte da população ainda é contaminada durante a relação sexual

30 Abr 2020 - 07h30Por Raphael Lahr

Quando o assunto é saúde em 2020, os holofotes estão voltados para a pandemia do coronavírus, que já atinge todos os continentes do planeta. Apesar desse alerta mundial, existe um certo grupo de doenças, muitas vezes, não levado em consideração, que continua em alta e causa grandes prejuízos, inclusive fatais, todos os anos. 

O volume de contágios de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) é assustador. Mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, entre 15 e 49 anos, contraem infecções curáveis todos os dias, segundo dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis. Sem falar no HIV/Aids, HPV e hepatites. 

Em Santa Catarina, segundo o Ministério da Saúde, só nos primeiros seis meses de 2019, foram identificados cerca de 750 novos casos de contaminações pelo HIV. A doença causada pelo vírus, a Aids, atingiu mais de 40 mil catarinenses nos últimos 20 anos. 
Toda a população precisa se prevenir, principalmente, os jovens. Essa faixa etária é a mais atingida por essas doenças no Brasil, justamente, por não darem importância para a prevenção. As DSTs são evitadas com uso do preservativo. Ele deve ser protagonista em qualquer relação sexual!