Exame auxilia a identificar distúrbios do sono

A polissonografia monitora as alterações enquanto o paciente dorme

16 Jul 2020 - 10h35Por Marcio Freitas

Após um longo dia, com a rotina de trabalho e dupla jornada com a casa ou os filhos, nada melhor do que uma boa noite de sono para renovar as energias e descansar corpo e mente. Entretanto, isso nem sempre acontece. 

Pessoas que roncam, sentem-se cansadas durante o dia, têm o sono agitado e se movimentam muito enquanto dormem tendem a viver esse “pesadelo” constante. Mas, é possível desvendar os distúrbios relacionados ao sono com a polissonografia. Ela é um exame que acompanha o sono de um paciente ao longo da noite, observando-se parâmetros como respiração, eletrocardiograma, ondas cerebrais, pressão, ronco etc.

Ao dormir, o aparelho monitora e identifica as alterações do sono, se o paciente ronca, possui apneia (parada da respiração) ou se o sono é eficiente. A polissonografia pode ser realizada em clínica ou hospital, nos quais a pessoa passará a noite. Na opção domiciliar, o paciente vai para casa com o equipamento instalado e segue as recomendações para dormir. O exame pode ser solicitado por um otorrinolaringologista, pneumologista, neurologista ou clínico-geral que acompanha as queixas do paciente. 

Quem for realizar uma polissonografia precisa tentar chegar ao mais próximo possível de uma noite de sono normal para que tenha um resultado fidedigno. Indica-se evitar ingerir calmantes, bebidas alcoólicas ou medicamentos que causem mais sonolência ou relaxamento muscular. Os estimulantes, como café e chá preto, também não são recomendados, pois podem provocar insônia. Além disso, é preciso ter cuidado para não soltar os instrumentos instalados, o que irá atrapalhar a correta execução do exame.