Xenobióticos: o que são?

Os xenobióticos têm causado desequilíbrio no metabolismo pela sobrecarga dos órgãos especializados na detoxificação do organismo, como fígado, intestinos, pulmões, pele e sistema linfático.

03 Fev 2020 - 07h30Por Cristiane Molon

O organismo em equilíbrio metabólico, nutricional, hormonal, emocional e ambiental tem a capacidade de se defender das doenças e se manter com saúde. Nas últimas décadas, produzimos mais toxinas ambientais do que em toda a história da humanidade. Essas substâncias, denominadas xenobióticos, são estranhas ao organismo e estão presentes nos aditivos químicos dos alimentos industrializados, agrotóxicos, cosméticos, embalagens plásticas, latas revestidas com alumínio etc.

Os xenobióticos têm causado desequilíbrio no metabolismo pela sobrecarga dos órgãos especializados na detoxificação do organismo, como fígado, intestinos, pulmões, pele e sistema linfático. O excesso dessas substâncias, em conjunto com a sobrecarga e/ou falha dos órgãos detoxificantes, tem potencial teratogênico (causar danos ao feto), oncogênico (produzir câncer), desregular o sistema endócrino e promover doenças.

Diminuir o aporte dessas substâncias e auxiliar os processos de detoxificação e eliminação dos xenobióticos é uma forma eficiente, natural e isenta de efeitos colaterais para o organismo readquirir seu equilíbrio. Antes que as doenças se instalem, vários sinais e sintomas de alerta aparecem, que poderão estar relacionados com a sobrecarga dos órgãos:

- Cansaço e indisposição frequente;
- Indigestão e excesso de gases;
- Baixa imunidade, descamação da sola dos pés ou palma das mãos;
- Alergias, odores corporais fortes, coceiras, manchas vermelhas na pele, excesso de secreção e congestão nasal, pigarro;
- Tonteiras, confusão mental, enxaqueca;
- Surgimento repentino de alergias;
- Tensão pré-menstrual;
- Necessidade de tomar café ou outro estimulante para ter ânimo.

Os alimentos industrializados são pobres em nutrientes, recebem produtos químicos e não têm fibras. Daí a necessidade do aumento do consumo de legumes, verduras, frutas, cereais integrais e fibras, além da ingestão de água de boa qualidade para auxiliar no funcionamento dos rins.