Testosterona: quando e como repor

A testosterona é o hormônio que garante ao homem bem-estar, desempenho físico e desejo sexual. Por isso, quando está em déficit, causa diversos problemas, como diminuição da cognição, do raciocínio, da força muscular, da memória, da libido e das ereções,

31 Out 2019 - 13h00Por Lucas Galdino

A testosterona é o hormônio que garante ao homem bem-estar, desempenho físico e desejo sexual. Por isso, quando está em déficit, causa diversos problemas, como diminuição da cognição, do raciocínio, da força muscular, da memória, da libido e das ereções, além de osteopenia e perda da disposição em geral.

Entretanto, é preciso cuidado quando se trata de reposição. Conforme a Sociedade Brasileira de Urologia, ela é um ato médico e quem a faz precisa de um treinamento específico para diagnosticar, orientar e, principalmente, identificar as contraindicações. Estas incluem câncer de mama, câncer de próstata localmente avançado e interesse em paternidade. Além disso, cabe ao profissional fazer o monitoramento do tratamento no intuito de assegurar a eficiência e a segurança dele. 

Ainda segundo a SBU, no Brasil, as únicas formas de reposição aprovadas são as injetáveis e o gel transdérmico. Isso significa que os chamados implantes subdérmicos ou associações não são autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, consequentemente, também não possuem comprovação científica. 

É importante enfatizar que o uso de testosterona sem indicação e acompanhamento médico especializado gera riscos ao paciente. A lista é extensa e abrange problemas irreversíveis, como aumento do coração, infertilidade e morte súbita. Portanto, sempre consulte um profissional de confiança e esclareça as suas dúvidas.