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Selic e CDI: entenda as taxas básicas

Para ter confiança para investir é importante compreender os principais mecanismos que regulam o mercado financeiro. Este artigo explica como a SELIC afeta a CDI e como essas taxas são utilizadas para guiar a Economia.

07 Fev 2019 - 06h30Por Layon Dalcanali

Para ter confiança para investir é importante compreender os principais mecanismos que regulam o mercado financeiro. Este artigo explica como a SELIC afeta a CDI e como essas taxas são utilizadas para guiar a Economia.

O ABC do mercado financeiro

Para começar a entender o básico do mercado financeiro é importante que você conheça dois conceitos fundamentais: a SELIC e o CDI. A SELIC é a taxa básica de juros da economia que o Banco Central do Brasil define se baseando nos níveis de inflação, desemprego, crescimento do País e diversos outros fatores. Hoje (em fevereiro/2018), a SELIC é de 6,50% ao ano.

Essa taxa afeta diretamente o bolso dos brasileiros, pois ela serve de referência para investimentos e financiamentos. Ou seja, quanto maior for a SELIC, maiores serão os custos de financiamentos e maiores serão as taxas de rentabilidade de alguns investimentos financeiros. Quanto menor a SELIC, menores os custos e menor a rentabilidade.

Já o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa de juros que os bancos cobram para emprestar dinheiro entre si. E por ser amplamente utilizado no sistema bancário, o CDI também é usado como um indexador para diversos investimentos do mercado financeiro, especialmente os de renda fixa. Além disso, como o CDI é baseado na taxa SELIC, ele tem um valor muito próximo. Em janeiro/2016, o CDI está em 6,40% ao ano (bem próximo à SELIC que está em 6,50%).

Quando se informa a rentabilidade de um investimento, normalmente ele é apresentado em porcentagem do Certificado de Depósito Interbancário. Assim, se um investimento rende 100% do CDI, podemos dizer que ele rende 6,40% ao ano, até que a SELIC seja alterada novamente.

Utilizando a SELIC como pedal para regular a Economia

O Banco Central pode aumentar ou diminuir a SELIC para estimular ou frear a economia. Quando o ele aumenta a SELIC, seu objetivo é frear a economia, uma vez que com financiamentos mais caros, pessoas e empresas tendem a consumir e investir menos. Quando ele diminui a SELIC, o objetivo é estimular a economia. Nesse caso, as pessoas e empresas tendem a consumir mais e investir na expansão dos negócios. Nos últimos anos (2016, 2017 e 2018), o Banco Central vem diminuindo a taxa SELIC, com o objetivo de estimular a economia e gerar novamente crescimento para o país. 

Quem tinha um investimento pagando um determinado percentual do CDI, ganhava mais cada vez que o Banco Central aumentava a SELIC; em um cenário de alta de juros é conveniente que se tenha investimentos indexados ao CDI.

Para cenários de queda da SELIC, outros investimentos passam a ser mais interessantes (investimentos com taxas pré-fixadas, por exemplo), mas isso é assunto para uma próxima conversa. Espero ter deixado o mercado mais simples para você.