O que importa quando você é mãe?

Casei muito jovem, era o que todos me diziam. Ele tinha 22 anos e eu, 20. Jovens cheios de sonhos e com um desejo enorme de formar uma família. Casamos em seis meses e todo mundo achou que estava grávida.

27 Nov 2019 - 16h00Por Karin Petermann

O bebê veio somente após três anos de casados. Oito anos mais tarde, fui mãe pela segunda vez.

O que descobri com a maternidade é que ela pode ser bem desafiadora, linda, avassaladora e arrebatadora. Tudo tem seus prós e contras… seu ônus e bônus. Você pode até desejar uma maternidade perfeita, mas os resfriados vêm para te mostrar o que são noites mal dormidas e olheiras. 

Percebi que o medo é um sentimento comum nas mães. Medo de errar. Medo de não dar conta. Medo de não ter mais uma vida normal. Medo do mundo. Medo das influências. Medo de deixar sozinho. Medo de dar liberdade. Medo de deixar mimado demais. Medo de cair e se machucar. À medida que os dias passam, as crianças crescem, aprendemos com cada nova fase. Ela traz incertezas, inseguranças e até noites mal dormidas (quem diria… de novo!). Eles aprendem a viver a vida e nós aprendemos a como viver com eles e por eles.

O que importa quando você é mãe?

Amor: O maior sentimento que pode existir nesse mundo. O amor supera e transcende barreiras. O amor lança fora todo medo. O mundo até pode estar perdido e violento, e para mim, isso é falta de amor. A base familiar é onde a sementinha está sendo cultivada. As crianças aprendem vendo os pais se amarem. Aprendem a receber carinho, amor, apoio e também a oferecer isso aos irmãos e amigos. Só podemos amar os outros quando nos amamos. 

Presença: O amor cresce mediante a convivência. É preciso de espaço, tempo e dedicação para isso acontecer. Muitas vezes é necessário a tomada de decisões que impactam na família, no orçamento e até mesmo na rotina. 

Tempo de qualidade: Você pode trabalhar fora e ter uma hora de tempo exclusivo a noite com seu filho. Você pode ficar o dia todo com seu filho e mesmo assim não oferecer tempo de qualidade para ele. Aprendi que não importante se trabalho fora ou não, o que importa realmente é a qualidade do tempo que dedico aos meus filhos. Por isso, estou em um desafio próprio: WhatsApp é bom e uma verdadeira distração. Como trabalho fora, brinco que não olho das 18h às 9h. Se quiserem me ligar para uma urgência, meu telefone ainda funciona. Mas durante esse período, principalmente após chegar do trabalho é meu momento de dedicar a atenção para eles, fazer jantar, verificar tarefa, banho, contação de histórias. Eles precisam desse momento e eu tanto quanto eles.

Diálogo: Uma boa conversa resolve muitas coisas. É onde os pontos nos "is" são colocados. Quando podemos externar nossa admiração pelas conquistas. Também podemos falar sobre questões que nos tiram o sono. A parte importante do diálogo é saber ouvir. Você pode falar e saiba ouvir o que seu filho tem para lhe dizer, contar e até chorar. 

Oração: Há situações que fogem do nosso controle. E nessas situações precisamos recorrer a proteção divina. Orar agradecendo as coisas boas que temos e entregando todos os nossos medos nas mãos dAquele que tudo pode fazer.
Quando você sentir medo, seja pelo que ele for, pense qual desses pilares está faltando mais dedicação. Pratique vezes suficientes até que toda a aflição se dissipe. Ahhh… pode combiná-los e usar vários ao mesmo tempo. Tem mais força!