Não foi bem isso que eu quis dizer!

Você já passou por algum constrangimento ao usar alguma palavra indevidamente?

06 Set 2019 - 08h00Por Leoní Cimardi

Você já passou por algum constrangimento ao usar alguma palavra indevidamente? Ou já teve alguém que manifestou não ter entendido o que você falou/escreveu por conta de alguma “palavrinha” mal colocada na frase?

Pois é! Muitas vezes as pessoas entendem algo diferente do que pretendíamos manifestar e, “para não perder a amizade”, não questionam.

Há, porém, situações mais graves, como quando alguém toma o que você falou por ofensa ou executa algo erroneamente com base no que entendeu de você. E depois do problema instalado, não adianta muito querer se desculpar iniciando o discurso com “ Não foi bem isso que eu quis dizer! ”

Melhor é munir-se de conhecimento e permanecer atento ao uso da linguagem. Sim! Precisamos ser espontâneos ao falar para que não recaia sobre nós o julgamento de artificialidade, mas também precisamos distinguir em quais momentos podemos nos sentir “mais soltinhos” e em quais outros a formalidade é necessária. Os ambientes de lazer entre familiares e amigos, por exemplo, são bem menos formais se comparados com circunstâncias profissionais, quer seja na comunicação oral ou escrita.

Então, para contribuir com essas reflexões, vamos a mais uma sequência de palavras que, às vezes, nos confundem.

Eu costumo ler notícias diariamente, mas ainda não me acostumei com as leituras online.

Se o bolo for acurado, certamente será apreciado por aqueles que tiverem o paladar apurado.

Dotados de muito amor, a família adotou gêmeos adolescentes.

Arriou sua capa e seu chapéu guardados na prateleira mais alta, depois arreou seu cavalo magro e partiu solitário.

Quando Antônio Fagundes atuava como caminhoneiro em uma novela, foi autuado por excesso de velocidade.

O banco costumava exigir uma caução para conceder um empréstimo, mas o pobre homem mal tinha recursos para comprar um calção novo.

Dica de ortografia da semana:

Existem palavras que podem ser escritas de duas formas diferentes. Um exemplo desse fenômeno é a escrita do numeral cardinal 14, que pode dar-se das seguintes maneiras: quatorze ou catorze. As duas palavras existem na língua portuguesa e estão corretas.

Mande suas dúvidas. Entre um ponto e outro, tentaremos esclarecer a todos!