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Mulher de verdade e não uma super-heroína

O caminho que vale a pena, raramente é o mais fácil, portanto busque seu equilíbrio nos diversos papéis que você desempenha.

13 Mar 2019 - 07h30Por Karin Petermann

Mulher, nascemos assim e somos abençoadas por sermos quem somos. Donas de múltiplas funções, de uma agilidade de pensamento surpreendente, destemidas (desde que não seja para matar uma barata), fortes e totalmente sensíveis. Capazes de gerar, de parir, de amamentar, de entender um ser cuja forma máxima de expressão é o choro. Cheias de hormônios, imprevisíveis e intensas, essas somos nós!

O Dia Internacional da Mulher foi na sexta passada e em um piscar de olhos estaremos comemorando o Dia das Mães. Essas datas vem para homenagear e celebrar esse ser que é único, em toda sua complexidade e simplicidade. Aquela que se vê desempenhando o papel de mãe, dona de casa, esposa, amiga, confidente, a melhor confeiteira da cidade para seus filhos, dona da comidinha que enche de água na boca e ao mesmo tempo se culpa por não conseguir conciliar todas suas funções, que se pega pensando se está sendo uma boa mãe e planejando um fim de semana só para o casal. Ela mesmo precisa se organizar para ter um tempo para si: para ir ao salão, fazer exercícios ou ler um livro.

Confesso que a maternidade foi uma quebra de paradigmas para mim. Sempre tive aquela sensação de querer abraçar o mundo e dar conta de tudo. Ao mesmo tempo que queria a minha vida estável e previsível antes dos filhos, a nova fase era algo que eu tinha sonhado a minha vida inteira. Foi preciso de um tempo para eu me adaptar à nova realidade e conseguir conciliar todos os meus papéis de mulher. 

Aprendi que na verdade eu não preciso dar conta de tudo como eu sempre acreditei. Talvez seja algo imposto pela mídia de uma realidade de família margarina, onde tudo é perfeito. A vida real não é perfeita, na verdade, ela é bem imprevisível.

Estou aprendendo que conciliar os meus papéis envolve muito planejamento. A casa bagunçada é bem comum quando se trabalha fora e não tem nenhuma funcionária para te auxiliar. Eu estou aprendendo que posso organizar meu mês para limpar um pouquinho todos os dias, com isso, tenho tempo de fazer uma jantinha para as crianças bem como contar uma historinha para eles antes de dormir. Entendi que a minha recompensa de criar esse hábito é ficar feliz com apenas aquela limpeza, mesmo que seja a mais simples de todas.

A casa para mim sempre estava em último plano, contudo, era a primeira coisa que me tirava do sério, ou seja, algo precisava ser feito. Precisamos identificar esses pontos que causam estresse em nossos papéis, procurar soluções e praticar até que se encontre o equilíbrio em nossos lares. 

Provavelmente você já reparou que as imagens típicas para homenagear as mulheres em datas especiais para elas são das super heroínas femininas. A impressão que temos é que as mulheres tem super poderes, talvez vermos assim nos faça bem, talvez não. Somos quem somos, imprevisíveis e instáveis. Donas de casa e que ao mesmo tempo trabalhamos fora para auxiliar no sustento da casa ou porque nos faz bem. Somos aquelas que se sentem culpadas por deixar o filho na creche, mas que chora ao ver a apresentação do filho na escola. Companheiras e esposas dedicadas que às vezes tem dores de cabeça. 

Todos nossos papéis exigem dedicação, somente assim os relacionamentos ganharão força e crescerão. Lembre-se: O caminho que vale a pena, raramente é o mais fácil, portanto busque seu equilíbrio nos diversos papéis que você desempenha. Isso não quer dizer que a culpa irá sumir, mas a medida que você começa a conciliar e encaixar seus papéis, tudo fará mais sentido.