Métodos diferentes de construir

Construir casas empilhando blocos deixou de ser a única opção já faz um tempo, não é raro encontramos construção de pré-fabricados, container e até construções a seco com o método construtivo Light Steel Frame

30 Out 2019 - 17h30Por Eixo 11 Arquitetura

Construir casas empilhando blocos deixou de ser a única opção já faz um tempo, não é raro encontramos construção de pré-fabricados, container e até construções a seco com o método construtivo Light Steel Frame, então qual escolher na hora de construir a casa dos sonhos ou seu investimento imobiliário?

Começando pela tradicional, famosa e mundialmente utilizada alvenaria, que utiliza blocos cerâmicos (conhecidos como tijolos) para o fechamento de vigas e pilares, que por sua vez são realizados com concreto e aço (sim, aço, não ferro como costumamos chamar). É o sistema construtivo mais utilizado em todo país, mas também é o que mais gera resíduos (lixo mesmo). A principal vantagem é a mão de obra especializada, tem para escolher, para todos os bolsos, além da possibilidade de facilmente reformar e ampliar num futuro.

Evoluindo um pouquinho, temos a alvenaria estrutural, onde o fechamento atua também como estrutura, dispensando vigas e pilares, uma vez que os tijolos são compostos de concreto. Uma das vantagens é que gera menos resíduos, já a desvantagem principal é que não é tão fácil reformar quanto a alvenaria comum.

Um método mais ecológico e sustentável, com o mesmo sistema de empilhamento de blocos, é a utilização de tijolos ecológicos para o fechamento, que são tijolos feito a base de terra com cimento e água, sem o processo de queima. A desvantagem é a mão de obra, a impermeabilização e espessura da parede.

Uma opção muito encontrada atualmente, principalmente em construções de galpões e empreendimentos que exijam grandes vãos livres (com vigas e pilares bem espaçados) são os pré-fabricados, onde todo o sistema é produzido numa fábrica e montado no local, sendo um processo mais ágil e com controle de qualidade superior, por outro lado, as reformas são complicadas de serem executadas.

A utilização de containers para construção de lojas, depósitos, escritórios e até casas (embora no Brasil ainda seja raro) é um sistema construtivo que vem crescendo. A vantagem óbvia é a praticidade e sustentabilidade, uma vez que os containers são reciclados e podem vir prontos para a obra, restando apenas a instalação do mesmo. A desvantagem fica por conta da dificuldade de mão de obra e conforto térmico, uma vez que é realmente quente dentro de um container se o mesmo não for tratado de forma correta.

Partindo agora para uma construção mais sustentável e que vem ganhando mais adeptos a cada dia que passa, a construção a seco pode ser composta de perfis de aço ou madeira, sendo que quando se opta pelo aço é chamada de Steel Frame e quando prefere a madeira chama-se Wood Frame. Os perfis atuam como a estrutura do edifício, e o fechamento fica por conta de placas que podem ser cimentícias ou de OSB, ambos são materiais mais resistentes que o já conhecido drywall, pois são feitos para suportar intempéries.

O mais sustentável de todos os métodos construtivos seria a arquitetura vernacular, onde são utilizados materiais ecológicos para a construção (como taipa, madeira, pedras, bambu, palha, entre outros), dando preferência para materiais locais que evitam longos transportes. A vantagem é o custo, porém compromete a estética (que acaba não ficando tão moderna) e a mão de obra que é difícil de encontrar.

Por fim, temos o método mais tecnológico, a Construção 3D, onde utiliza-se gigantes impressoras 3D para a construção de residências e edifícios inteiros. As impressoras utilizam uma argamassa que se assemelha ao concreto e assim vão erguendo os empreendimentos. Já é realidade nos Emirados Árabes, contando com maior velocidade e menor geração de resíduos, porém no Brasil ainda não encontra-se tecnologia para aplicar tal método.