Menopausa acelera o envelhecimento da pele

Essa fase é um divisor de águas para a maioria das mulheres, pois exige muitas adaptações, visto que ocorrem mudanças no humor, insônia, ganho de peso e a acentuação do envelhecimento da pele

08 Jul 2019 - 08h00Por Cristiane Molon

Os cuidados com a pele são uma preocupação contínua desde os 30 anos, quando a produção de colágeno começa a diminuir e assume uma curva crescente com a chegada da menopausa. Essa fase é um divisor de águas para a maioria das mulheres, pois exige muitas adaptações, visto que ocorrem mudanças no humor, insônia, ganho de peso e a acentuação do envelhecimento da pele.

É importante que todas as mulheres saibam que os efeitos da menopausa podem ser amenizados quando se aprende a cuidar da pele de forma preventiva assim que as primeiras alterações são identificadas. Quem se cuida desde cedo, com cremes, alimentação e sono, sente menos o efeito da menopausa na pele. 

As alterações podem ser sentidas tanto na fase do climatério como no período pós-menopausa. Os responsáveis pelas mudanças nas características da pele são, principalmente, os hormônios, que mantêm a elasticidade e tônus. Por isso, a redução dos níveis de estrogênio diminui a produção de elastina (que assegura a elasticidade da pele) e de colágeno (que assegura a firmeza da pele) resultando em flacidez e rugas mais profundas.

Observa-se também uma menor produção de oleosidade por parte das glândulas sebáceas, o que pode provocar pele seca e grossa não só no rosto, mas no corpo todo. A derme, camada mais profunda da pele, fica mais fina e frágil, facilitando o surgimento das rugas. Em algumas mulheres, pode, ainda, ocorrer o aumento da produção de testosterona, que tende a propiciar o aparecimento de pelos faciais e acne, especialmente, na zona inferior do rosto (queixo e pescoço). A produção de ácido hialurônico, que tem a função de hidratar a pele, também cai. 

A menopausa modifica o funcionamento do corpo todo da mulher, desde a pele, cabelo, unhas, até ressecamento vaginal, dor durante a relação, diminuição do apetite sexual e performance cognitiva. Nos cinco primeiros anos após a menstruação parar ocorre uma diminuição na produção de colágeno de mais ou menos 30%. Após, o declínio anual é de 2%.