Fique atento aos sinais do câncer de bexiga

Como os tumores de bexiga são superficiais em até 80% dos casos, o procedimento mais usual é a resseção endoscópica das lesões

29 Ago 2019 - 08h00Por Lucas Galdino

O câncer de bexiga é o segundo tumor urológico mais frequente e também o quarto tumor maligno mais comum nos homens e o nono nas mulheres. Esses tumores estão relacionados, principalmente, aos hábitos maléficos, como o tabagismo. 

Entre os sintomas, está a perda de sangue na urina. Além disso, há ainda sinais irritativos do trato urinário baixo, como polaciúria, disúria e urgência em urinar. Já nos casos avançados aparecem a anemia, o emagrecimento e as massas pélvicas. 

Para a confirmação do diagnóstico, geralmente, são feitos exames como o ultrassom abdominal, a cistoscopia, a citologia urinária e, por fim, a ressecção transuretral do tumor. Depois, o tratamento pode ser realizado de diferentes maneiras, dependendo da necessidade apresentada pelo paciente. 

Como os tumores de bexiga são superficiais em até 80% dos casos, o procedimento mais usual é a resseção endoscópica das lesões. Entretanto, como apresentam grande risco de recorrência e podem progredir para tumores invasivos, costuma-se aplicar terapia intravesical. Já nos tumores invasivos, quando a doença é potencialmente letal, o tratamento deve ser agressivo. 

Ao menor sinal de problema, procure um urologista. Quando antes o diagnóstico foi feito, mais chances de cura existem.