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DSTs: qualquer pessoa pode ser infectada

Além do HIV, diversas outras doenças que também são transmitidas pelas relações sexuais e, por isso, merecem atenção redobrada. Entre elas estão a Hepatite B e C, Sífilis, HPV (crista de galo), condilomatose e donovanose.

14 Fev 2019 - 06h30Por Lucas Galdino

Com a proximidade das festas de Carnaval, muito se fala sobre a importância do sexo seguro relacionando-o sempre à prevenção da AIDS. Mas, além do HIV, diversas outras doenças que também são transmitidas pelas relações sexuais e, por isso, merecem atenção redobrada. Entre elas estão a Hepatite B e C, Sífilis, HPV (crista de galo), condilomatose e donovanose. 
 
As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são um problema comum no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, pessoas com idade entre 25 e 39 anos fazem parte do grupo mais suscetível a contrair enfermidades transmitidas pelo sexo. Outro dado que assusta é em relação aos jovens de 15 a 24 anos: apenas metade deles usa preservativo com parceiros eventuais. 
 
Assim, é sempre importante ressaltar que qualquer pessoa sexualmente ativa, independentemente de faixa etária, da classe social ou da opção sexual, pode contrair uma DST. Basta, simplesmente, praticar sexo inseguro. 
 
Essa falta de cuidado tem levado a números cada vez mais significativos de infecções. Ainda segundo o Ministério da Saúde, os episódios de Hepatite C, por exemplo, tinham uma incidência de quatro a cada cem mil habitantes, em 2003. Já em 2016, a soma alcançou a média de 6,5 casos a cada cem mil habitantes. 
 
De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis, de 2018, os casos de sífilis no Brasil também têm aumentado. No comparativo com 2016, houve acréscimo de 28,5% na taxa de detecção em gestantes, 16,4% na incidência de sífilis congênita e 31,8% na incidência de sífilis adquirida. Um Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano) ainda constatou que das 7.586 pessoas testadas, 54,9% tinham o vírus e 38,4% apresentavam alto risco de desenvolver câncer.
 
Vale frisar que as consequências de algumas das DSTs podem ser drásticas, inclusive levando à morte. Portanto, ao menor sinal, é essencial buscar tratamento adequado. Mas, o mais importante de tudo é sempre praticar sexo seguro, evitando a transmissão.