Conheça os principais tipos de lajes

Pode-se dividir as lajes em duas categorias, as pré-moldadas e as moldadas in loco.

20 Nov 2019 - 11h30Por Eixo 11 Arquitetura

Lajes basicamente são estruturas que funcionam como divisor de pavimentos ou mesmo como o teto. Geralmente encontram-se apoiadas em vigas, que se apoiam em pilares, que se apoiam na fundação, distribuindo assim a carga de toda a edificação.

Pode-se dividir as lajes em duas categorias, as pré-moldadas e as moldadas in loco. As pré-moldadas são aquelas onde a estrutura vem quase pronta para a obra, sendo necessário apenas monta-las no canteiro, já as moldadas in loco são literalmente moldadas na obra com a ajuda da caixaria (tabuas de madeira) e preenchidas com aço e concreto.

Das lajes pré-moldadas, a mais usual é a laje treliçada, composta por vigotas que podem ser treliçadas ou protendidas. Vigotas são pequenas barras de concreto com aço já amarrado que formam uma espécie de pirâmide no topo; para simplificar, seu formato se assemelha ao do chocolate Toblerone. Entre uma vigota e outra são encaixadas lajotas cerâmicas (similares ao tijolo, porém com formato diferente) ou blocos de EPS (parecido com o isopor, só que mais denso), resultando numa laje com baixa espessura (aproximadamente 10cm). A vantagem é a praticidade e rapidez de instalação, além do baixo custo, sendo muito utilizada em residências menores de um andar. Existe também a possibilidade de utilizar painéis treliçados que dispensam o uso lajotas cerâmicas ou EPS e são mais largos, instaladas uma ao lado da outra, sendo ainda mais rápida, porém é mais cara devido ao maior uso de concreto.

Há ainda lajes alveolares, que são lajes pré-moldadas compostas por grandes painéis protendidos, compostos de concreto e aço protendido (denominado assim quando o aço é previamente alongado). Neste método consegue-se vencer grandes vãos 9de até 20 metros) sem que haja pilares ou vigas no meio e por isso são utilizados em projetos de grande porte, como galpões e estacionamentos. A desvantagem se dá pelo meio de transporte, pois como são muito pesadas, todo o trajeto é realizado por guindastes.

Passando para as lajes moldadas in loco, ou seja, no local da obra, podemos citar a laje maciça, que é formada por uma malha de vigas de aço [que nada mais é que barras de aço dispostas horizontal, vertical e transversalmente (esperas de aço dos pilares), formando como se fosse um xadrez, ou num linguajar mais técnico, malha] e preenchida com concreto, sendo necessário molda-la com o auxílio de caixaria ou compensados de madeira. É um método muito versátil, sendo aplicável tanto em casas quanto prédios, residências ou comerciais, porém como utiliza-se muito concreto a estrutura fica pesada e não é possível vencer grandes vãos.

Para grandes vãos, moldadas in loco, temos a laje nervurada e a cogumelo. A laje nervurada é aquela que possui uns vazios em sua estrutura, que são concebidos com a ajuda de cubetas (uma espécie de bacia plástica montada de cabeça para baixo) ou blocos de EPS sob uma base de madeira. Quando utiliza-se as cubetas, é possível deixar a estrutura aparente, conferindo um aspecto contemporâneo e industrial. Apesar de exigirem uma espessura maior (de 20 a 50cm), é um método rápido e limpo que possibilita atingir grandes vãos livres.

As lajes cogumelo, por sua vez, não são muito conhecidas; são aquelas onde a laje apoia diretamente sobre os pilares, onde geralmente no contato do pilar com a laje é feito uma base maior para apoiar e absorver a carga. Apesar de vencer grandes vãos e não necessitar de vigas (o que permite maior altura livre na construção), esse modelo de laje exige muito concreto e aço, além de necessitar mão de obra especializada.

Para determinar o tipo de laje mais indicado para sua edificação, que alia economia e resistência, consulte sempre um engenheiro civil e este irá determinar a quantidade e bitola (espessura) de aço necessária, o método mais indicado e todas as outras informações necessárias para deixar o seu empreendimento seguro.

Thiago de Oliveira Souza
Engenheiro Civil 
CREA/SC 164820-5