Cigarro eletrônico também prejudica a saúde

Já faz algum tempo que fumar deixou de ser uma atitude descolada e se transformou em um problema de saúde pública por causa das inúmeras doenças relacionadas ao hábito do tabagismo.

08 Out 2019 - 16h01Por Marcio Freitas

Nos últimos 12 anos, o número de fumantes brasileiros foi reduzido em 40%. Apesar do indicador positivo, a tendência do uso do cigarro eletrônico vem crescendo no Brasil. 

Hoje, cerca de 9,3% da população brasileira declara ter o hábito de fumar, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). A diminuição vem acompanhada da era tecnológica e da informação, em que o cigarro também evoluiu e, recentemente, ganhou a versão eletrônica pensada para os fumantes que desejam largar o vício. 

Já faz algum tempo que fumar deixou de ser uma atitude descolada e se transformou em um problema de saúde pública por causa das inúmeras doenças relacionadas ao hábito do tabagismo. Porém, ao contrário do que muitos pensam, a nova modalidade não é inofensiva. 

O cigarro comum funciona com a queima do fumo. Assim, a pessoa traga inalando uma grande quantidade de substâncias tóxicas. Por outro lado, a opção eletrônica funciona através de baterias, como um vaporizador do líquido adicionado no interior do dispositivo, contendo também ingredientes nocivos. O cigarro eletrônico possui substâncias com nicotina que causam dependência química e todos os outros malefícios, como aumento da incidência de câncer e infeções de vias aéreas.

Ao inalar a opção vaporizada, as substâncias agem no sistema nervoso central, proporcionando euforia e bem-estar, porém, quando o efeito desaparece, o usuário entra em abstinência e deseja uma nova dose, o que resulta em dependência química. Essas substâncias lesionam as células das vias aéreas, provocando diminuição dos batimentos ciliares e aumentando as infecções. Esse trauma constante leva ao desenvolvimento de câncer, enfisema pulmonar, asma e bronquite. 

Os mesmos danos ocasionados pelo uso contínuo do cigarro comum são observados na versão eletrônica. Mas, dependendo da concentração de nicotina acrescentada ao líquido, as lesões podem ser ainda maiores. Dessa forma, quem tem a motivação de parar de fumar deve buscar ajuda de um especialista. Nos primeiros meses longe do vício, existem medicações que ajudam a tirar a ansiedade provocada pela falta de cigarro, evitando, assim, o uso do cigarro eletrônico com esse objetivo.