Câncer de testículo corresponde a 5% de todos os tumores em homens no mundo

A doença é silenciosa e quando descoberta, dificilmente está no estágio inicial. Por isso, o autoexame é de extrema importância

23 Mai 2019 - 07h00Por Lucas Galdino

O câncer de testículo nem sempre se manifesta no início e, geralmente, não apresenta sintomas nesse período. Desse modo, os cuidados começam desde a prevenção até atenção aos mínimos sinais do corpo. Representando 5% dos casos de tumor entre os homens, pode ser percebido ao apalpar a região. O diagnóstico precoce melhora as chances de cura, mas, devido à sutileza dos sintomas, na maioria das vezes, a descoberta ocorre quando o tumor já está disseminado.

O principal fator de risco associado à patologia é a criptorquidia, ou seja, quando os testículos estão posicionados fora da bolsa escrotal. Indivíduos com essa anormalidade possuem um risco 50 vezes maior de desenvolver o câncer. Outro grupo com maior propensão são os homens portadores de infertilidade. Nesses casos, a presença de tumor pode ser a causa da diminuição da produção de espermatozoides.

O diagnóstico precoce é a chave para a cura da doença. E apesar de pouco difundido, o autoexame é a melhor conduta de prevenção. O quadro clínico se caracteriza pelo aumento do volume do órgão ou pela presença de nódulo testicular indolor à palpação. Ao menor sinal de qualquer uma dessas deformidades, o paciente deve procurar imediatamente um médico especialista.

A ultrassonografia do testículo também tem papel fundamental no diagnóstico, pois caracteriza a presença do tumor e a relação com as estruturas vizinhas, além de diferenciar de outras doenças, como a torção de testículo e a inflamação testicular. Outra vantagem do ultrassom é a capacidade de mostrar tumores não palpáveis, sendo estas lesões diagnosticadas em fases iniciais, facilitando o tratamento desses pacientes.

A tomografia de abdômen é outro exame indispensável na avaliação pré-operatória e no acompanhamento da investigação de metástase, que ocorre, principalmente, no retroperitônio (espaço anatômico atrás da cavidade abdominal). O tratamento é um dos mais bem-sucedidos dentro da oncologia e consiste na retirada do testículo adoentado. A taxa de sucesso da cirurgia é de mais de 90%. É indicado o congelamento dos espermatozoides antes da cirurgia e o uso de prótese testicular no ato operatório.