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Câncer de rim: como é o tratamento

Em casos menos agressivos, também pode ser indicada nefrectomia parcial, que consiste na retirada do tumor com pequena margem de segurança.

25 Abr 2019 - 07h00Por Lucas Galdino

O câncer de rim, como comentei na coluna passada, atinge mais os homens e, conforme dados norte-americanos, tem uma incidência anual de 51 mil novos casos. Hoje, vamos esclarecer dúvidas sobre como é tratamento da doença. 
 
Depois de diagnosticada, ela tem apenas uma maneira de ser tratada: com cirurgia, que pode ser completa ou parcial. A nefrectomia radical, ou seja, a retirada em bloco do rim com seus revestimentos, glândula adrenal e linfonodos regionais, é a maneira tradicional de resolver os tumores do rim. Entretanto, em casos menos agressivos, também pode ser indicada nefrectomia parcial, que consiste na retirada do tumor com pequena margem de segurança. 
 
Já os pacientes que sofrem com os sintomas do câncer de rim avançado, com metástases a distância, o tratamento deve imunoterapia ou com o uso de drogas inibidoras da angiogênese. Esses medicamentos, associados ou não ao tratamento cirúrgico, pode fazer com que se chegue ao controle e à regressão da doença.
 
Outra informação válida é quanto aos tratamentos quimioterápicos e de radioterapia. Nos casos de câncer de rim, o tumor costuma responder negativamente a eles e, por isso, não são indicados. As únicas modalidades que apresentam respostas objetivas comprovadas são a imunoterapia com interferon ou interleucina com respostas modestas e alta toxicidade. 
 
Promissoras, as drogas inibidoras da angiogênese têm demonstrado índices de resposta interessantes. Assim, elas são a principal opção terapêutica nos pacientes com doença metastática.