Aumento no número de casos de sífilis exige atenção e cuidado

A doença pode levar à morte. Então, ao menor sinal, é essencial buscar tratamento adequado

22 Ago 2019 - 07h00Por Raphael Lahr

O aumento no número de casos de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) têm chamado a atenção de especialistas em todo o país. Esse crescimento ocorre, em suma, porque uma parcela da população, principalmente, de jovens, encara as doenças de forma despreocupada. 

É o que acontece, por exemplo, com a sífilis. De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis, de 2018, o Brasil vem registrando crescimento no comparativo com anos anteriores. Se levarmos em consideração os doze meses de 2016, houve acréscimo de 28,5% na taxa de detecção em gestantes, 16,4% na incidência de sífilis congênita e 31,8% na incidência de sífilis adquirida. Um Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano) ainda constatou que das 7.586 pessoas testadas, 54,9% tinham o vírus e 38,4% apresentavam alto risco de desenvolver câncer.

Também é interessante saber que, em Joinville, maior cidade de Santa Catarina, somente em 2019, foram registrados quase mil casos da doença. Com os diagnósticos atuais, a média de incidência chegou a 441 ocorrências a cada cem mil habitantes. 

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela pode ser transmitida em relação sexual sem proteção com pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto. Entre os sintomas, dependendo do estágio, estão manchas no corpo, febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas e lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas. 

A doença pode levar à morte. Então, ao menor sinal, é essencial buscar tratamento adequado. Mas, o mais importante de tudo é sempre praticar sexo seguro, evitando a transmissão.