As expectativas sobre os filhos

Será que ele vai ser um jogador de futebol? Mal posso esperar ela ter idade para frequentar as aulas de ballet! Desejo que ele siga a carreira dos meus pais e seja médico, um engenheiro ou que comande a empresa criada pelos meus avós

03 Out 2019 - 16h21Por Karin Petermann

Será que ele vai ser um jogador de futebol? Mal posso esperar ela ter idade para frequentar as aulas de ballet! Desejo que ele siga a carreira dos meus pais e seja médico, um engenheiro ou que comande a empresa criada pelos meus avós. Você certamente já ouviu ou disse algo parecido com isso.

A verdade é que frases como essas são bem comuns na fala dos pais. Isso porque, desejam simplesmente o que há de melhor para seus filhos e se esforçam para dar-lhes as melhores possibilidades, claro que dentro da condição financeira e emocional da família.

Há quem deseje apenas que o filho seja feliz e por este motivo permite que a criança tenha liberdades, decida tudo por si mesmo. Porque é claro que uma criança sabe que a melhor roupa é uma bermuda e manga curta quando o clima está 5º lá fora - Só que não! Porém, já concordo quando a criança de 18 anos pode e deve tomar decisões por si mesma, e a mãe não precisa mais ficar toda hora lembrando que deveria levar casaco, pelo mesmo motivo da temperatura. Mas esse é um assunto que dá muito pano para manga!

Voltando ao fato de que muitos pais depositam suas expectativas pessoais sobre seus filhos, isso é realmente frustrante. Há um fardo muito pesado e injusto sobre a criança para que atenda e até mesmo supere as esperanças dos pais com relação ao seu futuro.

Seu filho não pode acreditar que você só irá amá-lo se ele passar no concurso público ou entrar para uma faculdade federal. Se caso ele não passe no teste seletivo para a escolinha de futebol, está tudo bem! Ele precisa ter a certeza de que seus pais estarão de braços abertos para os consolarem e ensinarem a superar a frustração que está sentindo.

Aliás, ele deve encontrar palavras de motivação para fazê-lo persistir, se caso isso é do interesse dele. Se quiser trocar o futebol por basquete, vôlei ou violão, os pais o irão apoiá-lo.

Nossas expectativas sobre nossos filhos não devem estar sobre o que eles irão conquistar: casa, apartamento na praia, etc. É verdade que a estabilidade financeira é importante, mas não é o essencial. E como já dizia Antoine de Saint-Exupéry no livro O Pequeno Príncipe: “O essencial é invisível aos olhos”. Dito isso, precisamos valorizar o ser humano, que se transforma a cada dia. O respeito pelo colega de classe, o lixo que não é jogado na rua, o cuidado com as plantas e com os animais, a atenção aos mais velhos. A educação em casa deve visar os valores morais e éticos que serão levado por toda vida. O sucesso financeiro será consequência de tudo que eles plantarem pelo caminho.