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A jornada flexível e suas razões

Tema tabu para as empresas de perfil conservador, principalmente as indústrias de transformação, aos poucos a jornada flexível começa a ser vista sob olhares menos críticos e temerosos

11 Mar 2019 - 07h30Por Emílio da Silva Neto
Tema tabu para as empresas de perfil conservador, principalmente as indústrias de transformação, aos poucos a jornada flexível começa a ser vista sob olhares menos críticos e temerosos.
 
Afinal, atualmente, poucos se limitam a trabalhar apenas durante o expediente formal, pois com as novas tecnologias, é cada vez mais fácil trabalhar em qualquer lugar, a qualquer hora. Assim, a tradicional jornada, desde as primeiras horas da manhã até as horas finais da tarde, vai se tornando, para muitas pessoas, algo do passado.
 
A flexibilidade da jornada de trabalho, além disso, ajuda a equilibrar as responsabilidades profissionais e pessoais. Ou seja, valoriza-se muito, atualmente, a jornada de trabalho flexível e o trabalho remoto.
 
O equilíbrio entre carreira e vida pessoal ganha cada vez mais importância – seja para atender as demandas familiares, obrigações pessoais ou simplesmente para evitar os horários de rush – dando aos colaboradores cada vez mais controle sobre seus horários de trabalho, sendo bom para eles e para a empresa.
 
A partir disto, eis alguns motivos para que empresas estudem a adoção da jornada de trabalho flexível:
Com tudo isso em mente, é hora de refletir sobre a implantação, talvez, de início, parcial, para avaliar os efeitos da jornada flexível na produtividade, retenção de talentos e criação de experiências novas no local de trabalho.
 
Estudos asseguram que o aumento da flexibilidade no expediente deixa a força de trabalho mais feliz, engajada e produtiva, algo que as empresas não podem ignorar, ainda mais em uma era de disrupção contínua e célere aumento da concorrência.
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Contudo, só não vale um ‘libera total’, que lembre a expressão-símbolo do liberalismo econômico ‘laissez faire, laissez aller, laissez passer’, que significa literalmente, em francês ‘deixai fazer, deixai ir, deixai passar’ e no popular brasileiro ‘deixa a vida me levar; vida, leva eu’.
 
Há que haver, sim, uma liderança atenta. Afinal,  já em 1939, Kurt Lewin e seus assistentes na Universidade de Iowa, categorizando os estilos de liderança(1) em  autocrático, democrático e liberal (ou ‘laissez faire’), constatou que o estilo liberal é o menos eficaz, ou seja, que não gera desempenho maior, satisfação nos subordinados e maior qualidade do trabalho.
 
Enfim, a jornada flexível de trabalho aumenta a liberdade pessoal e, em consequência exige maior responsabilidade de cada envolvido, qualidade esta que nem todos têm. Por isso, “todo cuidado é pouco” !!!
 
(1): Estilos de liderança de Kurt Lewin. https://elearning.iefp.pt/pluginfile.php/49585/mod_scorm/content/0/lid04/02lid04d.htm
Acesso em 28.02.19