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Tropeços na praia fazem Brasil depender de sorteio e podem custar medalhas

11 Ago 2016 - 20h05
A situação pode complicar a projeção de medalhas do país na Rio-2016. Para ficar no top 10 do quadro de medalhas, objetivo antes do início dos Jogos, o Brasil contava com quatro pódios do vôlei de praia. No chaveamento inicial, contando que todas as parcerias avançassem na primeira colocação, as mulheres se enfrentariam apenas na final e os homens na semi, já na disputa das medalhas.

O sistema do vôlei de praia prevê chaveamento fixo apenas para os líderes de cada uma das seis chaves, com as outras dez duplas que avançam à fase eliminatória sendo distribuídas por sorteio. A única limitação para a formação dos duelos das oitavas é que times que já se enfrentaram na primeira fase não podem repetir o encontro logo de cara. Compatriotas, no entanto, podem duelar livremente. No melhor dos cenários, os brasileiros podem, com alguma sorte, se cruzar apenas na hora de decisão. Qualquer azar, no entanto, pode custar uma medalha.

Dependendo do sorteio que será realizado nesta quinta, com o fim da primeira fase, Larissa e Talita podem enfrentar a outra dupla brasileira já nas oitavas. Como perderam para as espanholas Liliana e Elsa na última quarta, Agatha e Barbara avançaram na segunda colocação do Grupo B e terão de participar do sorteio. Além do possível encontro com as compatriotas, elas ainda estão sujeitas a rivais de peso como as americanas Walsh e Jennings, com quem, a princípio, só cruzariam na semifinal.

“Eu torço por elas, espero que o Brasil consiga estar no pódio e se a gente fizer uma final vai ser maravilhoso. Mas eu estou focada nos Jogos. Se elas caírem do outro lado ou no nosso... Mas espero que o Brasil possa estar bem, não só com elas, mas com os meninos também”, disse Larissa, logo após vencer sua terceira partida com Talita e avançar como a única dupla brasileira com 100% de aproveitamento.

Entre os homens, a situação é ainda mais delicada. Pedro e Evandro, que jogam às 17h30 contra os letões Samoilovs e Smedins, precisam vencer de qualquer jeito se quiserem avançar. Um 2 a 0 faz a dupla avançar na segunda colocação do grupo D. Se cederem um set, dependerão dos critérios de desempate e podem ir para uma repescagem, disputada ainda na noite desta quinta. Em ambos os casos, passam a depender do sorteio para não encarar Alisson e Bruno Schmidt antes das medalhas.

Campeões mundiais e favoritos da chave masculina, os brasileiros perderam dos austríacos Doppler e Horst na segunda rodada e também terminaram com a vice-liderança de sua chave. Isso significa que, dependendo do sorteio, Alisson/Bruno e Pedro/Evandro podem se enfrentar já nas oitavas ou nas quartas, cenário em que um time do país eliminaria o outro da chance de qualquer medalha.

Fonte: UOL.

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