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Suécia vence o Brasil nos pênaltis

16 Ago 2016 - 23h08
A torcida que encheu o estádio (70.454 presentes), apesar da derrota, aplaudiu as jogadoras. Andressinha desabou no gramado, Marta foi às lágrimas, mas das arquibancadas ouviram certo alento.

O time de Vadão segue na briga pela medalha de bronze, que tem disputa agendada para a sexta-feira (19), na Arena Corinthians. O Brasil enfrentará o Canadá, derrotado pela Alemanha nas semifinais (2 a 0), em partida marcada para a sexta-feira na Arena Corinthians. A final entre suecas e alemãs, também na sexta, será no Maracanã.

Sob um calor de 27ºC em pleno inverno, o time de Vadão passou longe de encontrar a facilidade que teve na outra vez em que enfrentou a mesma Suécia no torneio, um 5 a 1 pela fase de grupos. Apesar de ter quase 70% de posse bola, pouco levou perigo à meta rival nos 90 minutos do tempo regular e mais 30 de prorrogação. Nos pênaltis, a goleira sueca Lindahl brilhou.

Nos pênaltis: Bárbara até pega um, mas seleção é eliminada


Marta, que nas quartas de final contra a Austrália fechou a série brasileira perdendo pênalti, desta vez bateu a primeira cobrança e marcou. Schelin, a capitã rival, empatou. Cristiane foi para a bola na sequência e perdeu, com tiro no meio do gol. Bárbara deixou tudo igual, ao pegar a cobrança de Asllani.

Andressa Alves recolocou o Brasil à frente. Seger também fez. Rafaelle, na quarta cobrança do Brasil, converteu, um chute certeiro no canto esquerdo. Fischer, ídolo das suecas, que fez boa partida, empatou outra vez.

Andressinha foi a dona da última cobrança das anfitriãs e perdeu ao parar na goleira Lindahl. Dahlkvist decidiu a parada.

Cristiane e Marta perdem grande chance, nos acréscimos


Destaques técnicos da seleção brasileira, Marta e Cristiane perderam a "chance de ouro" (desculpe o trocadilho) da equipe, nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação. A zagueira Rafaelle levantou, já no sufoco de fim de jogo, a bola na área e a goleira rival bateu roupa. A redonda sobrou nos pés de Marta, que finalizou fraco e facilitou a defesa da arqueira, que se recuperou no lance. A bola, ainda solta, ofereceu-se para Andressinha, mas Cristiane a atrapalhou no lance e tentou finalização de costas para a meta. Errou, é claro.

A retranca bem montada da “Senhora Olimpíada”


Quarta colocada em Londres-2012, a Suécia, para tentar chegar pela primeira vez ao pódio olímpico, contratou Pia Sundhage, treinadora norte-americana e atual bicampeã dos Jogos – ela foi ouro com os Estados Unidos em Pequim-2008 e Londres-2012. E o posicionamento das suecas em campo mostrou mais uma vez o talento da comandante.

Humilde, reconheceu superioridade técnica das brasileiras e armou retranca com uma linha de quatro defensoras próximas à área e outra de cinco jogadoras, no meio de campo. As investidas das anfitriãs paravam no bloqueio, o que as motivou a arriscarem de longe, sem sucesso. Por outra, as atletas de Sundhage se limitavam aos contragolpes.

Formiga e Cristiane, os “xodós” da torcida


A torcida brasileira no Maracanã merece destaque, por ter apoiado do primeiro ao último minuto – no fim, até com gritos de “eu acredito”. Formiga, meio-campista experiente da seleção, foi a mais lembrada pelo público, mais do que Marta, e confirmou o posto de “xodó da seleção”. E ela quase anotou o gol da classificação, nos acréscimos da segunda metade do tempo regular, de cabeça - parou na goleira rival, que fez defesa em cima da linha. Cristiane, no banco após lesão sofrida na coxa direita, também recebeu ovação e pedidos para Vadão colocá-la no duelo - o treinador a lançou em campo no início da prorrogação, mas a atacante pouco fez e perdeu pênalti na série final.

Sem homenagem para João Havelange


O ex-presidente da Fifa João Havelange, brasileiro que foi mandatário da entidade entre 1974 a 1998, morreu na manhã desta terça-feira, em decorrência de uma infecção pulmonar que se agravou e tornou-se infecção generalizada, a causa da morte. Na partida no Maracanã, no entanto, não houve minuto de silêncio em homenagem ao ex-cartola carioca.

Vaias para Temer no Maracanã


O presidente interino Michel Temer (PMBD), no segundo tempo do confronto de semifinal, foi lembrado pelas arquibancadas lotadas do Maracanã, mas certamente não foi da forma como ele gostaria: o mandatário foi vaiado, chamado de "golpista" e se tornou alvo do coro de “Fora, Temer”, primeiro cantado por um lado do estádio, depois pelo outro.

Fonte: UOL.

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