dengue
Brasil

Saneamento fica no escuro no debate eleitoral

13 Out 2018 - 14h27
Os candidatos à presidência da República ainda não têm propostas concretas para reduzir o atraso do saneamento básico brasileiro, afirmam especialistas. "Embora o diagnóstico do problema faça parte do discurso dos presidenciáveis, o setor carece de um debate mais aprofundado", afirma o diretor da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Percy Soares Neto.

O sócio da GO Associados, Gesner Oliveira, concorda. Na avaliação dele, o debate da campanha eleitoral está muito raso em relação ao setor. O executivo, que foi presidente da Sabesp, acredita que uma solução para o setor tem de passar por dois movimentos: a melhora da governança e gestão das estatais e espaço maior para as empresas privadas atuarem por meio de parcerias.

Nesse segundo ponto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um programa em que se propõe a fazer o diagnóstico do setor nos Estados e traçar o melhor modelo para a expansão dos investimentos. O plano começou com a adesão de 15 Estados, mas hoje conta com apenas 7 (Amazonas, Pará, Acre, Alagoas, Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro). "Levantamos as informações e discutimos com os governo o melhor modelo a ser implementado. Cabe a eles decidirem qual modelo adotar", afirma o diretor do BNDES Guilherme Albuquerque.

Modelos. Ele afirma que o estudo feito pelo banco encontrou empresas com governança adequada, como a Sabesp, e outras com grandes deficiências, como inadimplência de 50% e controles internos inadequados. "De forma geral, vimos empresas com grandes dificuldades, um modelo de negócio difícil de se manter." Entre as alternativas desenhadas pelo banco para resolver o problema, há Parcerias Público-Privadas (PPPs), subconcessão e subdelegação de alguns serviços.

Esses modelos já começaram a ser adotados por algumas estatais em conjunto com empresas privadas. A Aegea, por exemplo, assumiu no ano passado os serviços de água e esgoto de Teresina, no Piauí. "Há uma falta de oportunidade grande para expandir os negócios. Neste ano, não tivemos nenhuma licitação", afirma o diretor da Águas da Brasil, Carlos Eduardo Castro.

O presidente da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Roberto Tavares, afirma que as soluções precisam ser analisadas com cuidado. "Não somos contra o capital privado, mas entendemos que a entrada das empresas precisa ser organizada." Sua avaliação é que não se pode entregar apenas as concessões rentáveis para as empresas privadas e deixar as deficitárias com as estatais, numa referência à Medida Provisória (MP) 844, em tramitação no Congresso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Matérias Relacionadas

Geral

Número de mortes por enchentes no RS aumenta para 176

Corpo não identificado foi encontrado em Venâncio Aires
Número de mortes por enchentes no RS aumenta para 176
Segurança

(Vídeo) Dono de loja de celulares reage a assalto e deixa criminoso gravemente ferido

Imagens mostram o assaltante entrando na loja armado com uma pistola e anunciando o assalto.
(Vídeo) Dono de loja de celulares reage a assalto e deixa criminoso gravemente ferido
Geral

Pesquisa do IBGE mostra a falta de identificação de ruas e endereços na região

Segundo os dados, Corupá tem 37% dos imóveis sem identificação oficial
Pesquisa do IBGE mostra a falta de identificação de ruas e endereços na região
Geral

Tempo firme e seco dá lugar à instabilidade e chuva no fim de semana em SC

A partir da noite de sábado (15) volta a chover de forma persistente no norte gaúcho, devido a uma frente semi-estacionária que por alguns momentos se aproxima mais do estado catarinense
Tempo firme e seco dá lugar à instabilidade e chuva no fim de semana em SC
Ver mais de Brasil