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Reforma trabalhista deve ser voltada para elevação da produtividade no Brasil, diz Breithaupt em Brasília

16 Mar 2017 - 12h58
Reforma trabalhista deve ser voltada para elevação da produtividade no Brasil, diz Breithaupt em Brasília -
“A palavra-chave da reforma trabalhista é produtividade. Não é um debate ideológico. A cada trimestre, a balança entre os custos para as empresas e a produtividade pende para a primeira. A única saída para se evitar um diagnóstico negativo, sem prejudicar os ganhos salariais já conquistados, é garantir que a produtividade esteja no mesmo nível dos custos trabalhistas", afirmou o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, em audiência pública sobre a reforma trabalhista, realizada na terça-feira (14) pela Comissão Especial na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Segundo o empresário, que está à frente do setor responsável por 1,4 milhão de empregos em Santa Catarina, a reforma é vital para reverter a atual recessão brasileira, aperfeiçoando o ambiente de negócios, criando um terreno fértil para a retomada dos investimentos, além de impactar na manutenção e criação de postos de trabalho formais.

“A garantia de segurança jurídica e autonomia nas negociações coletivas entre empresários e trabalhadores é o grande marco dessa reforma, pois tem o potencial de fortalecer os sindicatos, tanto os laborais quanto os patronais, e torná-los próximos à realidade de seus representados. A legislação trabalhista precisa ser modernizada para atender esta nova realidade do mundo do trabalho”, afirma.

Durante o pronunciamento, Breithaupt apresentou números conjunturais que apontam a exaustão do mercado interno - desaceleração das vendas e do consumo desde 2012, desequilíbrio entre os custos para empresas e a produtividade, queda na renda real das famílias e o alto índice de desemprego - consequências do “vôo de galinha” da economia brasileira.

“Os reajustes salariais dinamizaram o mercado interno ao elevar a renda disponível para consumo. Mas, a falta de medidas estruturais levou a um encolhimento do próprio mercado, pois diminuiu a competitividade da economia brasileira. E ainda, a um processo inflacionário, aumentando a taxa de desemprego e forçando a redução dos rendimentos do trabalho”, explica. De acordo com o Ministério do Trabalho, o Brasil fechou 1,3 milhão de vagas de emprego formal no ano passado por conta da queda nos índices de confiança do empresário.

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