Prisão

Organização criminosa desviou cerca de R$ 48 milhões da Eletronuclear

07 Jul 2016 - 10h44
Dez pessoas foram presas ontem(6) na Operação Pripyat, que desarticulou uma organização criminosa que desviou dos cofres públicos cerca de R$ 48 milhões por meio de lavagem de dinheiro e fraudes licitatórias decorrentes de contratos da Eletronuclear entre 2008 e 2014. Ao todo, seis funcionários da Eletronuclear, empresa subsidiária da Eletrobras, foram presos preventivamente. Eles foram encaminhados para o sistema prisional e serão ouvidos ao longo da semana.

Dentre os presos está o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro, que já cumpria prisão domiciliar. Ele recebeu aproximadamente R$ 12 milhões, de acordo com as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apontam que os funcionários presos e um clube de empreiteiras atuavam para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina Nuclear de Angra 3.

O procurador da República Lauro Coelho Junior explicou que os presos preventivos eram altos funcionários que faziam parte do núcleo operacional financeiro da organização criminosa. “Somente pela construção da Usina de Angra 3, a Andrade Gutierrez recebeu da Eletronuclear R$1,202 bilhão. Cerca de 2% iam para o núcleo político da organização, 1% para Othon Luiz e 1,5% para os diretores que foram presos hoje”.

O presidente da estatal, Pedro José Diniz Figueredo, foi afastado devido à suspeita de que ele favoreceu Pinheiro e interferiu no andamento das investigações internas conduzidas pela Comissão Independente de Investigação instituída pela Eletrobras.

A operação envolveu 130 agentes federais no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Também foram cumpridos três mandados de prisão temporária e nove de condução coercitiva, além de 26 mandados de busca e apreensão.

 

 

Agência Brasil

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