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Lava Jato apura propinas em contrato de informática de R$ 53 milhões do Banco do Brasil

28 Jul 2016 - 12h14



A Operação Lava Jato investiga o pagamento de propinas em contrato do Banco do Brasil com a Ação Informática Brasil. Dois ex-sócios da empresa revelaram em depoimento à Polícia Federal terem repassado valores para a Credencial Construtora Empreendimentos e Representações – acusada de ser empresa de fachada usada para lavagem de dinheiro no escândalo Petrobrás – por “consultoria” em negócio de fornecimento de software para o banco, fechado em 2010, por R$ 53,2 milhões.

A Credencial, que tem sede em Sumaré (SP), pertence a Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo, ambos presos em maio na 30ª fase da Lava Jato (Operação Vício). A firma seria usada pelos donos para intermediar negócios no governo federal – em áreas de óleo e gás, energia e tecnologia – com vínculos com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (governo Lula). A força-tarefa considera ter provas do repasse de dinheiro de corrupção da Credencial para Dirceu em contratos de fornecimento de tubos para obras da Petrobrás.

Os investigadores buscam agora informações sobre quem a Credencial – suspeita de ser de fachada – pagou em serviço prestado à Ação Informática no contrato do Banco do Brasil. Quebra de sigilo bancário da Credencial revelou a transferência de R$ 4,9 milhões da Ação Informática, nos meses seguintes ao contrato com o banco estatal. A força-tarefa suspeita que os pagamentos para a investigada por corrupção e lavagem tenham ocultado propina para agentes públicos e políticos.

A relação entre a Ação e a Credencial passou a ser investigada no início do ano, após o juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato, em Curitiba, autorizar as quebras dos sigilos fiscal e bancário da empresa ligada a Dirceu. Os R$ 4,9 milhões foram repassados entre 19 de abril e 26 de junho de 2010. Eles começaram dias depois da Ação participar, em fevereiro, de uma licitação do Banco do Brasil para fornecimento de software e vencer o contrato, fechado em março. Informações publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo.


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