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Estudo do BCG

Estudo do BCG detalha quatro frentes para que as empresas brasileiras aumentem seu retorno

03 Dez 2015 - 22h00
Para superar os obstáculos atuais, gerar significativo valor aos acionistas e aumentar as receitas, as empresas brasileiras devem agir agressivamente para aumentar a eficiência em todos os níveis da corporação. É o que afirma o estudo do The Boston Consulting Group.

De acordo com o relatório, intitulado Gerando Valor no Ambiente de Estagnação do Brasil”, as companhias devem remodelar sua estratégia comercial de modo a dedicar mais tempo aos clientes e reduzir as tarefas burocráticas. Suas operações devem ser mais efetivas e a suas estruturas organizacionais simplificadas e racionalizadas. Além disso, aponta o estudo, as empresas devem criar mais acordos para terem retornos rápidos nas suas cadeias de suprimentos e também garantir que seus investimentos serão realizados da melhor maneira.

“Não é fácil migrar e implementar um modelo focado em produtividade. Isso normalmente implica em uma grande mudança cultural e em uma completa transformação da organização. Esse é um esforço que demandará energia de todos os funcionários, não apenas da liderança”, destaca Masao Ukon, sócio do BCG e um dos autores do estudo.

Em oposição a países como China, Índia e Coreia do Sul em que a produtividade conduziu o crescimento do PIB na última década, no Brasil, a média salarial e o número de empregos cresceram em proporção muito maior do que a produtividade. Esta foi uma das razões que levaram o Brasil a um explosivo crescimento no consumo na última década, o que ajudou as empresas a terem altas receitas, bom retorno aos acionistas e elevados padrões de qualidade de vida para os brasileiros.

 

Essa situação mudou. O que levou o Brasil a crescer tornou-se um vício. O crescimento econômico estagnou. As finanças e os investimentos públicos se deterioraram e o consumo da população despencou. “As companhias precisam se reinventar já que não podem mais contar com um alto número de vendas e crédito fácil”, ressalta Joaquim Côrtes, diretor do BCG e um dos autores do estudo.

Mesmo com crescimento econômico, a análise do BCG mostra que em média as empresas listadas na Bovespa entregaram retorno negativo de 4,6% aos acionistas entre 2010 a 2014. “Isso ocorreu porque as margens se deterioraram significativamente, com o aumento dos custos com mão-de-obra, excedente de capacidade em várias indústrias e uma perda de competitividade”, explica Joaquim.

Para aumentar a competividade e voltar ao crescimento sustentável quando o país se recuperar, o estudo do BCG aponta quatro alavancas para que as companhias aumentem seus rendimentos: Eficiência Organizacional, Eficiência Operacional, Eficiência Comercial e Eficiência de Capital.

 

 

 
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