transito
Impeachement

Dilma faz hoje sua defesa no plenário do Senado

29 Ago 2016 - 09h24
A presidenta afastada Dilma Rousseff vai hoje (29) ao Senado se defender das acusações de ter cometido crime de responsabilidade em 2015. Ela responde ao processo de impeachment, sob a alegação de ter editado em 2015 decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e também de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro [as chamadas pedaladas fiscais]. A petista foi afastada da presidência da República pelo Senado há mais de 100 dias.

Na última semana, o Senado ouviu os depoimentos das testemunhas de defesa e de acusação na quinta (25), sexta (26) e sábado (27). Dilma começa a falar às 9h. Inicialmente, terá 30 minutos para a apresentação, mas esse tempo poderá ser prorrogado por mais 30 minutos. A critério do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comanda o julgamento do impeachment, a presidenta afastada poderá ter mais tempo na fase inicial.

Depois da fala de Dilma, terão início os questionamentos dos senadores. Cada parlamentar terá até cinco minutos para fazer perguntas. O tempo de resposta de Dilma é livre e não será permitida réplica e tréplica. Dilma também poderá deixar de responder às indagações dos parlamentares.  Mais da metade dos 81 senadores já se inscreveram para questionar Dilma Rousseff.

O depoimento de Dilma será acompanhado no plenário por cerca de 30 convidados dela. Entre eles estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PT, Rui Falcão, do PDT, Carlos Lupi, vários ex-ministros do governo, além de assessores e outras pessoas próximas. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), colocou à disposição da acusação de Dilma o mesmo número de cadeiras que disponibilizou para a petista.

A expectativa é de que a o depoimento dure todo o dia e se estenda até parte da noite. Os senadores que apoiam o impeachment garantem que não haverá enfrentamentos, mas que irão fazer todos os questionamentos. Eles entendem que o comparecimento da presidenta afastada ao plenário não mudará os votos dos senadores.

Os parlamentares contrários ao impeachment, no entanto, acreditam que a fala dela vai mudar votos. O senador Lindberg Farias (PT-RJ) disse que os aliados de Dilma estão depositando todas as esperanças no depoimento. “Acho que vai ser um dia em que o Brasil vai parar. Acho que a presidenta pode mostrar ao país que está sendo vítima de uma injustiça e que não há crime de responsabilidade. Acho que é um dia que pode virar o jogo”, afirmou. Informações da Agência Brasil.

Matérias Relacionadas

Política

Jorginho avança, antigos rivais ficam pelo caminho e 2030 já entra em cena

Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso
Jorginho avança, antigos rivais ficam pelo caminho e 2030 já entra em cena
Eleições

Confira o desempenho dos candidatos de Jaraguá do Sul e região nas eleições de 2026

O levantamento mostra a participação de candidatos ligados a Jaraguá do Sul e região na eleição de 2026 e permite comparar o desempenho dos nomes que buscaram espaço nos legislativos estadual e federal
Confira o desempenho dos candidatos de Jaraguá do Sul e região nas eleições de 2026
Política

Vitória esmagadora: Jorginho manda no presente e larga na frente para 2030

Confira os bastidores da política com o comentarista Cláudio Prisco Paraíso
Vitória esmagadora: Jorginho manda no presente e larga na frente para 2030
Eleições

Em 2027, Senado terá 40 senadores novos e 14 reeleitos

Em Santa Catarina, foram eleitos ao Senado Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL
Em 2027, Senado terá 40 senadores novos e 14 reeleitos
Ver mais de Brasil