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Dilma Rousseff

Dilma corta oito pastas e reduz salário de ministros em 10%

02 Out 2015 - 17h41
Brasília - Ao anunciar a nova configuração da Esplanada dos Ministérios, a presidente Dilma Rousseff admitiu que um dos objetivos da reforma ministerial que cortou oito pastas teve como objetivo ampliar a base do governo no Congresso e garantir “estabilidade política”.

“Essa reforma tem também o propósito de atualizar a base política do governo buscando uma maioria que amplie a nossa governabilidade. Ao alterar alguns dos dirigentes dos ministérios, nós estamos tornando a nossa coalizão de governo mais equilibrada, fortalecendo assim as relações com os partidos e com os parlamentares que nos dão sustentação política”, disse Dilma.


A presidente aproveitou seu discurso para rebater as críticas da oposição e afirmou que a troca de cargos por apoio no Congresso era uma “ação legítima de um governo de coalizão”. “Trata-se de articulação política para construir um ambiente de diálogo, um ambiente de coesão parlamentar. Trata-se de uma articulação política que respeita os partidos que fizeram parte de uma coalizão que me elegeu e que tem direito e dever de governar comigo”, afirmou.

Além de mudanças no desenho da Esplanada, a presidente anunciou ainda a criação de uma Comissão Permanente para a Reforma do Estado e uma série de medidas com o objetivo de enxugar a máquina de governo e reduzir gastos como parte da reforma administrativa. Entre os anúncios estão a redução nos salários de todos os ministros em 10% e o corte de 3 mil cargos comissionadosDe acordo com Dilma, gastos de custeio e contratações do Executivo serão reduzidos em 20%. Uma central de automóveis para centralizar o atendimento aos ministérios será criada e haverá metas de gastos com água e energia, além de limites para uso de telefones, diárias e passagens aéreas.

Além da extinção de ministérios, deixarão de existir 30 secretarias das pastas que continuarão com suas atividades. Também serão revistos contratos de aluguel, de tecnologia da informação e segurança.

Mudanças. Durante a cerimônia, a presidente também anunciou os nomes que irão compor o novo ministério. Assim como o esperado, Jaques Wagner vai para a Casa Civil, Aloizio Mercadante para a Educação e Aldo Rebelo para a Defesa. Da cota do PMDB, os deputados Marcelo Castro e Celso Pansera foram confirmados, respectivamente, na Saúde e na Ciência e Tecnologia. O ministro Helder Barbalho foi realocado da Pesca para a Secretaria dos Portos.


A Secretaria de Governo, que acaba de ser criada pela presidente, será dirigida por Ricardo Berzoini, que até então comandava o ministério das Comunicações que passará para as mãos de André Figueiredo.

A pasta que uniu Trabalho e Previdência ficará com Miguel Rossetto. Já o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos será de Nilma Lima.

CASA CIVIL



Quem deixa o cargo: Aloizio Mercadante

Petista deixa o cargo para assumir o Ministério da Educação



Quem assume: Jaques Wagner

Ex-governador da Bahia pelo PT deixa o Ministério da Defesa para e assume a pasta temporariamente;




MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO



Quem deixa o cargo: Renato Janine Ribeiro

Professor da USP era 'cota' de Dilma na distribuição ministerial e ficou 5 meses no cargo





Quem assume: Aloizio Mercadante

Petista volta ao Ministério após deixar a articulação política do governo




MINISTÉRIO DA DEFESA



Quem deixa o cargo: Jaques Wagner

Ex-governador da Bahia pelo PT vai para a Casa Civil no lugar de Mercadante





Quem assume o cargo: Aldo Rebelo

Petista deixa o Ministério de Ciência e Tecnologia para assumir o lugar de Jaques Wagner, que foi para a Casa Civil
 



MINISTÉRIO DA SAÚDE



Quem deixa o cargo: Arthur Chioro

Ex-secretário de Saúde de São Bernardo do Campo (SP), filiado ao PT



Quem assume o cargo: Marcelo Castro

Deputado do PMDB-PI ocupa pasta que até então era do PT



MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA





Quem deixa o cargo: Aldo Rebelo

Petista vai para o Ministério da Defesa



Quem assume o cargo: Celso Pansera

Deputado do PMDB-RJ assume pasta que era cota do PT





MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES





Quem deixa o cargo: Ricardo Berzoini

Petista deixa pasta para assumir a Secretaria-Geral da Presidência




Quem assume o cargo: André Figueiredo

Deputado do PDT no Ceará vai para o posto de Ricardo Berzoini





SECRETARIA DE GOVERNO*






Quem deixa o cargo: Miguel Rossetto

Petista vai assumir o novo Ministério do Trabalho e Previdência Social



Quem assume o cargo: Ricardo Berzoini

Petista vai assumir a nova pasta, fusão das tarefas de articulação política do governo e com os movimentos sociais






MINISTÉRIO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA





Quem assume cargo: Miguel Rossetto

Um dos nomes de confiança de Dilma assume a nova pasta que continua na 'cota' do PT






Quem deixa cargo: Manoel Dias

Político do PDT de Santa Catarina deixa a pasta






Quem assume cargo: Carlos Gabas

Ex-titular do Ministério da Previdência assumirá o cargo de secretário nacional da nova pasta do Trabalho e Previdência





Quem deixa cargo: Nilma Lino Gomes

Petista vai acumular as funções dos antigas secretarias de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Política para as mulheres






Quem assume cargo: Pepe Vargas

Ex-ministro vai reassumir o mandato de deputado pelo PT gaúcho






Quem deixa cargo: Eleonora Menicucci

Amiga pessoal de Dilma vai deixar o governo


Fonte: Estadão 





















GNet

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