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Brasil

Ciro relaciona porte de fuzil com autoestima dos jovens

22 Set 2018 - 17h48
O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, criticou nesta sexta-feira, 21, a atuação de facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, com uma frase polêmica, após responder uma pergunta sobre segurança pública. "O PCC usa essa meninada do GDE (facção do Ceará) e coloca uma metralhadora na mão dele, um fuzil pesado, e aquele menino que talvez o pau seja pequeno, acha que aquele fuzil pode ser o pau grande que ele não tem", afirmou o candidato em entrevista à Rádio Autêntica Favela, em Belo Horizonte.

Ciro Gomes cumpriu agenda na capital mineira, onde fez caminhada no Aglomerado da Serra, uma das maiores complexos comunitários de Belo Horizonte, ao lado do prefeito da cidade, Alexandre Kalil, do PHS, principal apoiador do pedetista no Estado.

Questionado sobre como faria para reverter os resultados das últimas pesquisas eleitorais, Ciro usou a vitória do chefe do Executivo municipal como exemplo. "Kalil mostrou que vale a pena a gente votar em que tem a melhor proposta e não deixar que institutos de pesquisas manipulem a nossa liberdade de escolha", disse.

Na última pesquisa Ibope, divulgada na quarta-feira, 19, Ciro Gomes caiu para a terceira colocação, com os mesmos 13 pontos porcentuais do levantamento anterior. O pedetista foi ultrapassado pelo candidato do PT, Fernando Haddad, que apareceu com 19% das intenções. Jair Bolsonaro, do PSL, continuou na frente com 28%.

Após ser chamado de "amigo" por Fernando Haddad, Ciro Gomes disse que os dois estão em campos opostos nesta eleição. "Somos amigos de longa data, apenas a vida nos colocou em antagonismo grave na política. E eu quero ferir esse antagonismo de forma respeitosa", disse. Ciro lembrou, porém, que Haddad não conseguiu se reeleger prefeito de São Paulo em 2016. "É esse tipo de risco que nós queremos para o Brasil?", perguntou.

Ciro Gomes ainda se comparou a Wintson Churchill, primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial, depois de chamar Bolsonaro, o vice dele, General Mourão e o economista Paulo Guedes, responsável pela área econômica do plano de governo da coligação, de "nazistóides". "É preciso enfrentar como o Churchill fez e ele foi chamado de destemperado, tudo o que sou chamado hoje, mas ele é reconhecido como o maior estadista do século vinte", disse.

Ao ser questionado se temia que os xingamentos feitos por Ciro o prejudicassem na votação, o pedetista afirmou que "se eu achasse que pudesse me prejudicar, eu não teria dito". Em um vídeo divulgado na sexta-feira, 21, o ex-governador do Ceará xingou Bolsonaro de "nazista filho da p…".

Durante a visita ao Aglomerado da Serra, Ciro Gomes prometeu que irá gerar 2 milhões de empregos no primeiro ano de governo e que pretende usar a mão de obra das próprias comunidades que precisarem de obras de infraestrutura. "Vou casar o investimento em saneamento e moradia com o emprego da comunidade que está envolvida nessa própria obra", disse.

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