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Produção

Brasil terá maior alta de produção fora da Opep em 2017

12 Jul 2016 - 13h48
O Brasil deve ser o país com maior aumento da produção de petróleofora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em 2017. A projeção consta do relatório mensal divulgado na manhã desta terça-feira, 12.

A entidade prevê que sete novas plataformas da Petrobras aumentarão a produção diária brasileira em 260 mil barris de petróleo diários (BPD). Assim, o Brasil terminará 2017 com produção média de 3,37 milhões de BPD.
Segundo a Opep, a produção da commodity fora da Opep deve cair 110 mil barris diários no próximo ano, para média de 55,92 milhões de BPD. Mas o Brasil deve ir na contramão.

"Brasil, Canadá, pequenos produtores africanos, Congo e Malásia estão entre os maiores motores de crescimento, enquanto México, Estados Unidos, Noruega, Colômbia, China, Cazaquistão e Rússia são as principais razões para a queda", cita o documento da Opep.

O detalhamento por país mostra que a Opep espera 260 mil novos barris diários no Brasil, ritmo quase duas vezes maior que o aumento da produção do Canadá, que deve aumentar 150 mil BPD no próximo ano.

O grupo dos países que devem aumentar os volumes ainda conta com pequenos produtores africanos (aumento de 60 mil barris diários), Congo (50 mil BPD) e Malásia (30 mil barris).

A Opep explica que a capacidade de produção do Brasil vai aumentar em 2017 porque há expectativa de que sete novas plataformas da Petrobras começarão a operar.

"Incluindo três no campo de Lula, duas no campo de Búzios, uma no campo de Lapa e uma na gigantesca área de Libra", cita o documento.

2016

Para este ano, a Opep manteve a previsão de que a produção média do Brasil ficará em 3,10 milhões de barris diários. O volume representa aumento de 40 mil BPD na comparação com 2015 e não foi alterada na comparação com o documento de junho.

A entidade nota que a Petrobras retomou em maio o funcionamento de duas plataformas paradas para manutenção, o que aumentou a produção do Brasil em 20 mil barris diários que alcançou 3,12 milhões de barris em maio, sendo que o pré-sal passou a marca de 1 milhão de barris diários.

"A Petrobras optou por concentrar muito da sua manutenção no início de 2016 após a queda do preço do barril para abaixo de US$ 30 em janeiro", cita o documento, que menciona que essas manutenções reduziram a produção em cerca de 5% no período mencionado.

Na América Latina, a Opep prevê que a produção regional cairá 70 mil barris diários em 2016, para 5,12 milhões de BPD. A queda esperada agora é maior que a retração de 30 mil barris prevista em junho.

A contração, explica a entidade, é gerada pelo baixo preço do petróleo, o que tem reduzido a velocidade de produção na região, especialmente na Colômbia.

"O Brasil é o único país da região que crescerá este ano. Por outro lado, a produção da Colômbia cairá 70 mil barris diários, para 960 mil BPD. Igualmente também há previsão de queda na Argentina, Trinidad e Tobago e outros latino-americanos", cita o documento.

 

 

Fonte: Revista Exame
GNet

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