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Brasil leva ouro e prata, mas vive dia de pesadelos nos esportes coletivos

17 Ago 2016 - 13h08
O 11º dia da Rio-2016 ficou marcado por dois grandes pódios em esportes individuais para o Brasil, com os baianos Isaquias Queiroz, prata na canoagem, e Robson Conceição, ouro inédito no boxe. Mas terminou de maneira trágica para os esportes coletivos. Ironicamente, são nas modalidades por equipes onde o país costuma ter uma espécie de "porto seguro" para alcançar medalhas nos Jogos Olímpicos.

Nesta terça-feira (16), o Brasil sofreu quatro derrotas em mata-matas, sendo duas delas em apostas fortes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) – handebol feminino e vôlei feminino. As duas equipes já deram adeus à competição. O Brasil ainda foi eliminado no polo aquático masculino e perdeu a chance do ouro com as mulheres do futebol, que disputarão o terceiro lugar com a seleção do Canadá.

Curiosamente, dois times que tiveram primeiras fases complicadas são as principais esperanças que restam de conquista de medalhas para o esporte coletivo. O futebol masculino, muito criticado pelos empates contra África do Sul e Iraque, tenta uma vaga na decisão, nesta quarta-feira, contra Honduras. Já o vôlei masculino, que passou no sufoco na etapa inicial da competição, busca um lugar na semifinal, também nesta quarta-feira contra a Argentina.

A seleção masculina de handebol é outra que segue viva nos Jogos. A equipe joga também nesta quarta e terá vida mais dura que os colegas do futebol e vôlei, encarando a favorita França nas quartas de final.

Campeã mundial de 2013, a seleção feminina de handebol era umas das esperanças de medalha para o Brasil. A seleção brasileira só perdeu uma partida na primeira fase e terminou em primeiro lugar do grupo A; por isso, enfrentou nas quartas de final a Holanda, quarta colocada no grupo B, adversário que poderia ser apontado como mais fraco na teoria, mas na prática era um duelo contra as vice-campeãs mundiais. As meninas brasileiras acabaram derrotadas por 32 a 23. Um banho de água fria não só pela desclassificação, como pelo placar que não traduziu o que as equipes tinham feito até então.

A seleção feminina de vôlei não havia perdido sequer um set e buscava o tricampeonato olímpico – algo que só Cuba conseguiu -- na Rio-2016. Mas tudo veio por água abaixo numa noite para se esquecer no Maracanãzinho. As comandadas de José Roberto Guimarães começaram a partida de forma arrasadora, mas sofreram com as falhas no passe e cederam a virada nas quartas de final contra a China (15/25, 25/23, 25/22, 23/25 e 15/13). A eliminação ganhou ainda contorno dramáticos: choro generalizado das atletas, do vitorioso treinador e até de seu neto, que entrou na quadra e foi às lagrimas no ombro no avô. No final do jogo, Sheilla anunciou que se despediu da seleção com a derrota.

Marta e companhia não resistiram às suecas, que já haviam deixado pelo caminho as favoritas norte-americanas. Em jogo no Maracanã, elas foram desclassificadas nos pênaltis, após 0 a 0 no tempo normal. Cristiane, de volta após lesão, e Andressinha desperdiçaram suas cobranças. A goleira Bárbara pegou um pênalti, mas não foi suficiente. Assim como no vôlei feminino, a frustração e o choro tomaram conta das atletas brasileiras após a eliminação. Mas elas ainda têm a chance de sair dos Jogos Olímpicos com a medalha de bronze, que será disputada na próxima sexta (19), na Arena Corinthians, em São Paulo, contra o Canadá.

Outro esporte coletivo que caiu no mata-mata nesta terça foi o polo aquático masculino do Brasil, que encarou um desafio grande nas quartas de final da Rio-2016. Os brasileiros enfrentaram os atuais campeões olímpicos da Croácia e lutaram até o final, mas não conseguiram a vitória e acabaram eliminados ao perder por 10 a 6.

 

 

Fonte - Uol Noticias

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