Imobiliária Coralli
Operação

Afastados 40 investigados por desvios em fundos de pensão

06 Set 2016 - 11h18
A Justiça Federal determinou que os 40 investigados na operação Greenfield da Polícia Federal – que apura irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país – sejam afastados das instituições financeiras. Pela decisão, os supostos operadores do esquema não podem entrar nos prédios dos órgãos, conversar entre si, deixar o país e nem manter qualquer atividade no mercado financeiro.

A Justiça também determinou a prisão temporária de 7 dos 40 citados, todos ligados à Funcef. São eles Carlos Alberto Caser, ex-diretor do fundo; Carlos Augusto Borges, diretor do fundo; Demósthenes Marques, ex-diretor da Funcef; Humberto Pires Grault Vianna de Lima, gerente da Funcef; Maurício Marcelline Pereira, ex-diretor da Funcef; Guilherme Narciso de Lacerda, ex-presidente da Funcef; e Fábio Maimoni Gonçalves, ex-coordenador de Desenvolvimento de negócios da Funcef.

Desses, Guilherme e Fábio ainda não tinham sido presos até a última atualização desta reportagem. Enquanto estiverem em liberdade, os sete citados também estão sujeitos às restrições determinadas por Oliveira.

Entre os 40 gestores atingidos pela medida está o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. Ele foi alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a prestar depoimento, mas depois é liberada) nesta segunda como parte da operação Greenfield. O empresário estava em liberdade provisória, mas voltou a ser preso nesta segunda por envolvimento na Lava Jato.

Os focos da operação Greenfield são a Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa), a Petros (Petrobras), a Previ (Banco do Brasil) e o Postalis (Correios). A ação da PF contou com auxílio do Ministério Público Federal, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Dos 147 mandados de busca e apreensão, prisão e condução coercitiva expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília, 139 tinham sido cumpridos até as 18h desta segunda. Foram 5 mandados de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 28 de condução coercitiva.

"Os fatos investigados [...] são muito graves, havendo fortes indícios de que a Funcef, a Petros, a Previ e a Postalis, instituições importantes no âmbito nacional, foram utilizadas para fins ilícitos e foram vítimas de atos delituosos e gestões temerárias e fraudulentas, com desvio de recursos em razão, entre outras condutas, do sobrepreço dos ativos avaliados dos referidos fundos de pensão, beneficiando as empresas contempladas com os investimentos questionados", diz um trecho da sentença. As informações são do site G1.

Matérias Relacionadas

Esportes

Jaraguá e Tubarão empatam no clássico catarinense

Empate mantém a equipe do Tubarão na liderança do Grupo C, enquanto o Jaraguá sobe para o quinto lugar.
Jaraguá e Tubarão empatam no clássico catarinense
Educação

Correios e MEC preparam a entrega de 197 milhões de livros didáticos

Serão entregues 197 milhões de livros em municípios de todo o país
Correios e MEC preparam a entrega de 197 milhões de livros didáticos
Geral

Huawei avança em energia solar no Brasil e mira em baterias

A empresa é alvo de polêmicas relacionadas à tecnologia 5G
Huawei avança em energia solar no Brasil e mira em baterias
Economia

IBGE: número de desempregados chega a 13,5 milhões em setembro

Aumento foi de 4,3% no mês e de 33,1% desde maio, mostra pesquisa
IBGE: número de desempregados chega a 13,5 milhões em setembro
Ver mais de Brasil