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Black Friday

44% dos consumidores vão pesquisar se descontos da Black Friday são reais

24 Nov 2015 - 22h10

Data já conhecida no varejo brasileiro, a Black Friday de 2015 acontece na sexta-feira, 27 de novembro e os empresários esperam atrair os consumidores com descontos atrativos dos produtos mais procurados. Porém, uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que, este ano, 44% dos brasileiros que pretendem comprar nesse dia vão pesquisar se os descontos anunciados são, de fato, reais.


Os dados mostram ainda que mais da metade dos compradores da Black Friday (54%) pretende pesquisar também para identificar as lojas com os melhores preços. No geral, cerca de 35% de todos os consumidores entrevistados pretendem comprar na sexta edição do evento no Brasil - para 82% deles, a principal razão da compra é justamente a oportunidade de adquirir produtos que precisam, a preços mais baixos, o que faz com que o evento se consolide a cada ano: 87% dos entrevistados considera que a compra valeu a pena em 2014, em função do bom preço, sendo 7,9 a nota geral de satisfação com o evento.

Outros 49% afirmaram ainda não saber se vão fazer compras, mas que caso encontrem oportunidades boas, não as perderão. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, agora é a oportunidade dos lojistas realizarem promoções grandes e diferenciadas. "Os comerciantes devem se certificar que os descontos serão reconhecidos pelos consumidores e, assim, ganharem credibilidade com eles", afirma. "Além disso, em um ano de vendas relativamente baixas, a Black Friday, juntamente com o Natal, é uma boa época para as lojas conseguirem baixar os estoques dos produtos que não puderam ser liquidados ao longo do ano."

Mesmo com o Brasil em crise econômica, 34% dos entrevistados pretendem comprar mais produtos neste ano do que em 2014, e 22% pretendem gastar mais, sendo as principais justificativas os baixos preços praticados e o fato de ter mais produtos para comprar. Entre os que pretendem gastar menos (28%), outras prioridades de compras o foco apenas no que é necessário são as principais justificativas.

Já entre os que estão decididos a não comprar no evento - apenas 16%, os principais motivos são a falta de dinheiro e a descrença em relação aos descontos praticados.

 

Roupas, calçados e celulares serão os mais vendidos

A pesquisa identificou que as roupas (33%), os calçados (28%) e os celulares (27%) serão os produtos mais comprados na Black Friday deste ano. Comparando com os resultados de compras de 2014, os celulares perderam espaço (32% no ano passado) e as roupas aumentaram (26% em 2014). Considerando somente os consumidores que irão fazer compras este ano, serão quase três produtos por pessoa e um gasto médio de R$ 1.007,00 em compras - valor com aumento significativo em relação ao ano passado, que foi de R$ 856,00.


A forma de pagamento mais utilizada pelos brasileiros será o cartão de crédito parcelado (37%) e o dinheiro (28%). Entre os pagamentos parcelados, o tempo médio para quitar a compra será de seis meses. Segundo a economista-chefe, o ideal é evitar o abuso de parcelamentos e comprar à vista. "Com a atual conjuntura econômica, em que as pessoas se veem obrigadas a cortar despesas para driblar a inflação e estão menos seguras em seus empregos, o pagamento parcelado pode comprometer o orçamento da família, não sendo uma atitude recomendável", diz.

 

Preço e credibilidade importam na hora de escolher o lugar da compra

O SPC Brasil investigou quais são os principais lugares que os brasileiros farão as compras e os mais mencionados são os sites nacionais (61%) e o shopping center (36%). Entre os fatores mais importantes que levam os consumidores a escolherem esses lugares estão os preços (78%) e a questão de segurança / credibilidade (44%). "A Black Friday cada vez mais se consolida como um evento promocional online, já que a internet oferece possibilidades de avaliar diversas lojas quase que ao mesmo tempo, incluindo os sites das lojas já tracionais. Porém, as promoções do evento nos shoppings estão ganhando maior participação e ganhando seu espaço", avalia Kawauti. "Os brasileiros também parecem estar mais seguros em realizarem compras virtuais, característica que até pouco tempo atrás era predominante das lojas físicas."

Em relação aos que compram na internet, a preferência é por sites de lojas conhecidas e que possuam o melhor preço de acordo com pesquisas em sites que comparam as ofertas entre as lojas.

Em 2014, os sites de lojas nacionais também foram os principais lugares procurados para as compras da Black Friday (63%); os celulares / smartphones foram os produtos mais comprados (32%) e a grande maioria (91%) não teve problemas na hora da compra.

GNet

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