Geral

Filhote de baleia-franca encalha e morre em praia de Laguna, no Sul de SC

2 AGO 2012 • POR • 13h04

O primeiro encalhe de baleia-franca desta temporada foi registrado na Praia do Gi, em Laguna. O filhote de aproximadamente dois meses de idade mede cercade 4,80 metros e não possuía marcas externas que indicassem a causa da morte.

Segundo a diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch, uma das possibilidades é que tenha se perdido da mãe recentemente e acabou encalhando e morreu.

- Desde o início da temporada, este foi o primeiro encalhe registrado em toda a Costa brasileira e é provável que o filhote tenha se perdido da mãe e acabou sendo trazido para a areia da praia - pondera.

Para auxiliar no estudo que deve determinar o motivo da morte, foram colhidas amostras do corpo ainda na quarta-feira, quando o filhote foi encontrado por pescadores. Outras partes devem ser coletadas nesta quinta-feira, antes do corpo ser enterrado na praia.

Karina lembra que os filhotes de baleias-franca que nasceram durante esta temporada ainda dependem totalmente da mãe para se amamentar. A morte de filhotes ocorre naturalmente e segundo a diretora do Projeto Baleia Franca a taxa de mortalidade está controlada.

Este ano foi registrado o número recorde destes animais em toda a região. Conforme os dados do PBF, 103 baleias-francas foram avistadas entre a cidade de Torres/RS e a Praia da Lagoinha do Leste, em Florianópolis.

A primeira leva foi avistada na quinta-feira da semana passada: 62 baleias-franca. No dia seguinte, outras 41 foram observadas. Com isso, os sobrevoos de monitoramento, realizados no mês de julho desde 2002, bateu o recorde que era de 2009, quando 61 animais foram avistados.


Um filhote de baleia-franca albino também foi observado. De acordo com especialistas o nascimento destes filhotes é raro devido a baixa probabilidade de combinação genética fundamental para proporcionar esta característica ao indivíduo.



No sobrevoo foi possível observar que algumas baleias que estiveram em 2009 em Santa Catarina retornaram esse ano para procriar e ter seus filhotes. A espécie apresenta um ciclo reprodutivo trianual, o que faz com que muitas fêmeas voltem neste intervalo para o nascimento de novos filhotes.

DIÁRIO CATARINENSE