Saúde

Prefeitura afirma que estoques do kit intubação ainda atendem demanda em Jaraguá

Os sedativos anestésicos são medicamentos usados nos pacientes internados nas unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que precisam ser intubados

15 ABR 2021 • POR Janici Demetrio • 19h23

A possibilidade de desabastecimento de medicações sedativas, os chamados kits de intubação (sedativos, neurobloqueadores, anestésicos) usados em pacientes graves internados com covid-19, preocupa as equipes médicas em hospitais pelo país.

Em Jaraguá do Sul, de acordo com o presidente da Associação Médica, Dr. Rodrigo Ferreira, os estoques destes medicamentos, embora bastante reduzidos, ainda permitem trabalhar com a assistência adequada aos pacientes. Segundo ele, a expectativa é de reabastecimento para os próximos dias.

“Nós aguardamos, com grande expectativa, a chegada de mais medicamentos, o mais breve possível. Eles devem ser disponibilizados pela Secretaria de Estado da Saúde em ação conjunta com o Ministério da Saúde”, informa.

Os sedativos anestésicos são medicamentos usados nos pacientes internados nas unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que precisam ser intubados. Eles têm a função de manter a pessoa sedada e relaxada enquanto ela respira com a ajuda de um aparelho respirador.

“São medicações importantes para que não haja prejuízo na qualidade dos atendimentos. Claro que é motivo de grande preocupação para nós, que atuamos dentro dos hospitais”, salienta Rodrigo Ferreira.


Segundo o secretário de Saúde, Alceu Gilmar Moretti, o Comitê Gestor da covid-19 em Jaraguá do Sul já oficializou o estado sobre a necessidade de manter em dia o abastecimento dos estoques. De acordo com ele o problema não passa pela questão financeira, mas pela escassez de produtos no mercado.

“São medicamentos fundamentais, inclusive, para mantermos os leitos de UTI ativos”, reforça.

O presidente da Associação Médica pede a colaboração das pessoas para que sigam as orientações de prevenção à covid-19 a fim de desacelerar os números de contaminados e, por consequência, os casos graves que necessitam de internações e acabam por sobrecarregar os hospitais.

“Com a ajuda de todos, nós vamos superar esses desafios”, finaliza.

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