Empresa ‘de dono’ não precisa ser retrógrada

A PricewaterhouseCoopers, também chamada PwC, uma das maiores prestadoras de serviços profissionais do mundo nas áreas de auditoria, consultoria e outros serviços para todo tipo de empresas, e no mundo inteiro, sediada em Londres, em recente pesquisa, ap

29 Out 2018 - 09h30Por Emílio Da Silva Neto

Esse dado surpreendente mostra o poder das empresas familiares na economia brasileira e desmistifica a crença rotulante de que empresa ‘de dono’ é retrógrada e não sobrevive de uma geração para outra.

            Por isso, há, atualmente, um número enorme de artigos, cursos, palestras e consultorias acerca do papel das empresas familiares e seu impacto na sociedade, bem como sobre seu valor sob todos os aspectos.

            Afinal, hoje, quando se fala de empresas familiares, tudo é muito diferente do que há 50 anos atrás, por exemplo, pois muitas delas já ultrapassaram décadas no mercado, isto é, estão consolidadas,   tendo encontrado o caminho da solidez, se reinventando no dia a dia,  investindo em inovação e planejamento, enfim, buscando novos e arrojados modelos de negócios.

            Mas, se as empresas familiares vêm se consolidando, certamente, há algo que não mudou, tendo ela 100, 50 ou 20 anos de idade: seus princípios éticos e sua filosofia.

            O grande segredo para a perpetuação de uma empresa familiar é a valorização da instituição, quando os núcleos familiares descendentes se reúnem em torno de um propósito maior, via profissionalização e criação de regras para o crescimento das gerações seguintes dentro da empresa.          Só desta forma, o(s) fundador(es) consegue(m) assistir a segunda ou terceira geração da família assumir o comando, com promessas de comemorar ‘bodas e mais bodas’ da empresa.

            Uma forma de fazer isso, segundo Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues,  que comanda a rede de lojas de varejo Magazine Luiza, é ensinar os herdeiros a “tocarem na banda ao invés de apenas vê-la passar”. Por isso, hoje, ela tem orgulho de ter seu filho, Frederico Trajano, como Presidente Executivo do Magazine Luiza, que, segundo ela, preparou-se muito e trabalhou com afinco para essa conquista.

            Enfim, a empresa familiar, que se profissionaliza e investe em governança corporativa, sai na frente e se valoriza, pois possui qualidades que engajam toda a equipe e fazem diferença no mercado, provocando,  inclusive,  interesse por parte de investidores estrangeiros.

            Contudo, muitos apontam que ainda há um ponto de atrito nas  empresas familiares, para o qual há que se atentar, que é a questão da sucessão. Esta deve ser trabalhada com total transparência e meritocracia, tudo dentro das regras claramente estabelecidas pela(s) família(s).

            Em resumo, cada vez mais são valorizadas e reconhecidas as empresas familiares que têm membros da(s) família(s) ‘zelando diretamente’, isto é, na ‘operação em si’ do negócio (no ‘chão operacional’), com foco nos propósitos e cultura da empresa, fundamentos estes que foram determinantes na constituição e crescimento ao longo de sua história.

            Como enfatiza, sabiamente, Luiza Helena ...  “essa é a essência e a base ... não tem milagre !!!”

Oral Sin

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